SAIBA MAIS-As gafes, gracejos e brincadeiras de Berlusconi

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, que anunciou que deixará o cargo depois que for aprovado no Parlamento um novo pacote de estabilidade econômica, tem um senso de humor que muitas vezes o causou problemas. Aqui estão algumas de suas citações memoráveis.

REUTERS

08 de novembro de 2011 | 21h00

- Outubro de 2011: Em discurso a deputados do partido no Parlamento, Berlusconi sugere seu partido PDL deve mudar de nome para "Forza Gnocca", uma brincadeira com o nome de seu partido de origem Forza Italia!, usando uma gíria para o órgão genital feminino.

- Setembro de 2011: Em conversas grampeadas amplamente divulgadas, Berlusconi se orgulha de reduzir uma fila de mulheres jovens do lado de fora da sua casa e de "fazer apenas oito meninas, porque eu não conseguiria mais".

- Novembro de 2010: "Como sempre, eu trabalho sem interrupção, e se ocasionalmente acontecer de eu olhar uma menina bonita no rosto, é melhor gostar de meninas bonitas do que ser gay", disse ele num encontro da indústria de motocicletas em Milão.

- Abril de 2009: Durante uma visita a sobreviventes de um terremoto na região de Abruzzo que estavam hospedados em tendas de emergência, Berlusconi disse: "Eles deveriam olhar para isso como um fim de semana no camping".

- Novembro de 2008: Berlusconi elogia Barack Obama como "bonito, jovem e também bronzeado", após ele ter sido eleito o primeiro presidente negro dos Estados Unidos.

- Fevereiro de 2006: "Eu sou o Jesus Cristo da política", disse Berlusconi a seguidores segundo a mídia italiana. "Eu sou uma vítima paciente, eu me coloco no lugar de todos, eu me sacrifico para todos".

- Fevereiro de 2006: "Só Napoleão fez mais do que eu fiz", disse ele um talk show na televisão. "Mas eu sou definitivamente mais alto."

- Janeiro de 2006: Berlusconi promete abdicar de sexo até a próxima eleição. "Obrigado querido padre Massimiliano", disse ele a um pregador que o elogiou por defender os valores da família. "Vou tentar não te decepcionar e prometo-lhe dois meses e meio de abstinência sexual completa até 9 de abril".

- Junho de 2005: Berlusconi disse que usou seu charme para convencer a presidente da Finlândia, Tarja Halonen, a desistir de reivindicar que seu país fosse a sede da nova Autoridade de Segurança Alimentar Europeia. "Tive de usar todas as minhas táticas de playboy, mesmo que elas não fossem usadas há algum tempo", disse ele. O embaixador finlandês protestou.

- Setembro de 2004: "Mussolini nunca matou ninguém. Mussolini mandou pessoas de férias para o exílio (interno)", disse Berlusconi à revista britânica Spectator, respondendo "sim" quando perguntado se ele achava que o ditador da Segunda Guerra Mundial era "benigno".

- Julho de 2003: "Mr Schulz, eu sei que há na Itália um homem produzindo um filme sobre os campos de concentração nazista. Gostaria de sugerir-lhe para o papel de Kapo. Você seria perfeito", disse Berlusconi ao parlamentar socialista alemão Martin Schulz, que estava o ironizando durante sua estreia no Parlamento Europeu. Um kapo era um prisioneiro do campo de concentração que recebia privilégios para supervisionar o trabalho dos demais prisioneiros.

- Junho de 2003: "Um cidadão é igual a outro (aos olhos da lei), mas talvez este aqui seja um pouco mais igual que os outros, dado que 50 por cento dos italianos lhe deram a responsabilidade de governar o país", disse ele, referindo-se a si mesmo, durante uma aparição em seu julgamento por acusação de corrupção em Milão.

- Dezembro de 2002: "O mais interessado pode certamente encontrar um segundo emprego, talvez não oficial", disse Berlusconi, incentivando os trabalhadores demitidos da Fiat a procurar emprego no mercado negro.

- Fevereiro de 2002: Durante uma fotografia de grupo numa cúpula informal da UE na Espanha, Berlusconi levantou dois dedos atrás da cabeça do chanceler espanhol, Josep Pique, no gesto tradicional latino para simbolizar um corno.

- Outubro de 2001: Berlusconi causa um clamor no mundo muçulmano quando disse que o Ocidente deveria estar ciente de sua "superioridade" própria. "Devemos estar conscientes da superioridade da nossa civilização, que consiste em um sistema de valores que deu às pessoas a prosperidade generalizada nos países que o abraçaram, e garante o respeito pelos direitos humanos e a religião", disse ele. "Esse respeito certamente não existe nos países islâmicos".

(Reportagem de Catherine Hornby)

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