Sangue em quarto não é de Madeleine, diz jornal britânico

Análises revelam que o sangue achado é provavelmente de um homem do nordeste da Europa

Efe,

16 de agosto de 2007 | 05h06

Os rastros de sangue achados no apartamento onde desapareceu Madeleine McCann não são da menina, informa nesta quinta-feira, 15, o jornal britânico The Times. A edição publica os resultados dos testes dos legistas. Os testes foram feitos em minúsculos restos de sangue encontrados no apartamento onde o casal McCann estava hospedado, com seus três filhos. Durante duas semanas, a imprensa especulou a possibilidade de que "Maddie" poderia ter morrido no local. Os detetives encarregados de investigar o caso admitiram no sábado, pela primeira vez, que a menina poderia ter morrido na noite de seu desaparecimento. As análises dos legistas revelaram que o sangue achado é provavelmente de um homem do nordeste da Europa, segundo o jornal. Após o desaparecimento da menina, surgiu a informação de que um outro inquilino se feriu dentro do apartamento. Isso poderia explicar os restos de sangue, diz a imprensa. Imprensa portuguesa A menina britânica não teria sido enterrada na região do apartamento onde desapareceu enquanto dormia, no dia 3 de maio, caso ela tenha morrido, segundo informações publicadas na edição desta segunda-feira do jornal português Diário de Notícias, que cita fontes ligadas à investigação.  A publicação destaca também que o hipotético assassino não poderia enterrar Madeleine nas cercanias do apartamento turístico da Praia da Luz, na região do Algarve, já que precisaria de equipamentos para isso. Além disso, com as características do terreno, por conta da pouca profundidade da área, o corpo seria facilmente encontrado pela Polícia no início das buscas.  Contradições O jornal ressalta ainda que Jane Tanner é a testemunha mais importante entre os amigos dos pais de Madeleine, que segundo a imprensa portuguesa serão submetidos a novos interrogatórios nesta semana. Segundo o jornal, Tanner é considerada uma testemunha essencial por ter declarado num primeiro contato com a Polícia que na noite do desaparecimento de Madeleine viu um homem com uma menina em seus braços nas proximidades da entrada do complexo turístico "The Ocean Clube" por volta das 21h (horário local). O Diário de Notícias detalha uma lista de amigos do casal que inclui Fiona e David Payne, este também médico e a pessoa que organizou as férias; o casal formado por Matthew e Rachel Oldfield, pais de uma menina; e Diana Webster, mãe de Fiona. O jornal afirma que a declaração inicial de Webster, que disse que cada família tomava conta exclusivamente de seus filhos, contradiz algumas afirmações dos outros amigos do casal. A última testemunha é Russel O'Brien, colega universitário do pai de Madeleine e morador da cidade inglesa de Exeter, onde vive a irmã de Robert Murat, o único suspeito oficial no caso. Kate e Gerry, pais de Madeleine, distribuíram no domingo um novo vídeo no qual insistem na tese de que sua filha foi seqüestrada e apelam para que sejam adotadas "duras medidas" internacionais contra os adultos que abusam das crianças.

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