Fredy Builes/Reuters
Fredy Builes/Reuters

Santos aumenta favoritismo sobre Mockus para o 2º turno na Colômbia

Pesquisas apontam candidato de Uribe entre 30% e 40% à frente nas intenções de voto

estadão.com.br

11 de junho de 2010 | 16h41

BOGOTÁ - O favoritismo do candidato governista à presidência da Colômbia, Juan Manuel Santos, para o segundo turno das eleições, no próximo dia 20 de junho, segue crescendo, segundo as últimas pesquisas divulgadas pela mídia colombiana, informa a agência AFP.

 

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Santos, do partido do atual presidente, Álvaro Uribe, do Partido Social da União Democrática, ou Partido da U, está com 30% a mais de intenção de votos que seu rival, o ex-prefeito de Bogotá Antanas Mockus, do Partido Verde.

 

O levantamento realizado pela Invamer Gallup aponta Santos com 66,5% das intenções, enquanto Mockus teria 27,4%. Já o Centro Nacional de Consultoria dá 60,8% para o candidato de Uribe contra 28,3% para o nomeado do Partido Verde.

 

Os dados não apenas confirmam os resultados do primeiro turno como aumentam o favoritismo de Santos, ex-ministro da Defesa e do Comércio Exterior. No primeiro turno, ele obteve 46,6% dos votos contra 21,5% de Mockus, embora as pesquisas apontassem um empate técnico entre os dois.

 

Para recuperar votos, Mockus passou a falar sobre seu histórico honesto como prefeito da capital do país. No primeiro debate para o segundo turno, ele foi incisivo atacando o rival. "Não o ouvi falando de corrupção", disparou Mockus, citando diferentes escândalos ocorridos durante o governo Uribe. Santos, porém, respondeu dizendo que o candidato independente não era "dono da honestidade". "Você diz ser o único honesto e pensa que o resto dos mortais são um bando de desonestos", disse.

 

Parte da vantagem de Santos se atribui à grande aprovação de Uribe. O atual presidente deixará o cargo em agosto e tem 74,2% de avaliações positivas entre os eleitores. Além disso, Santos contará com o apoio do movimento Mudança Radical, do Partido Conservador e da maioria dos congressistas do Partido Liberal. Mockus, por sua vez, irá para o segundo turno sem respaldo, já que não conseguiu firmar alianças com o Polo Democrático.

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