Sarkozy condena ação de ONG em relação a crianças do Chade

Órgão tentou entrar na França com 103 crianças chadianas na última semana; 17 pessoas estão presas

Efe,

29 de outubro de 2007 | 10h32

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, condenou a ação "ilegal e inaceitável" da ONG "L'Arche de Zoé" de levar à França 103 crianças chadianas, o que provocou a detenção de 17 pessoas no Chade, na quinta-feira. Sarkozy ligou no domingo, 28, para o presidente chadiano, Idriss Déby, a quem manifestou sua "tristeza" por este "lamentável assunto", afirmou o porta-voz presidencial. Ele afirmou que o presidente se preocupou com a situação dos cidadãos franceses detidos, em particular os três jornalistas. Com eles permanecem detidos outros seis cidadãos franceses, vinculados à ONG, o piloto belga e sete espanhóis, membros da tripulação do avião no qual as 103 crianças seriam transportadas para a cidade francesa de Reims para serem adotadas ou amparadas por famílias européias. Paris considerou ilegal a operação e iniciou um comitê de crise para acompanhar a situação, à frente do qual está a secretária de Estado de Direitos Humanos, Rama Yade, que qualificou de "clandestina" a ação da ONG. Yade afirmou que os responsáveis de "L'Arche de Zoé" foram advertidos para que desistissem do transporte das crianças e deixou entrever que foram as autoridades francesas que avisaram as chadianas para impedirem que o avião decolasse. No entanto, a operação era do conhecimento de todos, já que o presidente da ONG, Eric Breteau, deu uma entrevista ao jornal La Voix du Nord comentando a viagem, e o site da organização dava detalhes da mesma. O presidente chadiano prometeu que os responsáveis pela operação receberão punições "severas". Para ele, a ONG pretendia seqüestrar crianças para serem entregues a pedófilos europeus ou para a venda de órgãos. "Todos os que tenham participado desta ação, chadianos ou não, serão levados à Justiça e punidos", afirmou. Nesta segunda termina o período de detenção provisória dos 17 detidos, e as autoridades decidirão se serão processados.

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