Eric Feferberg/Reuters
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Sarkozy diminui desvantagem para Hollande, revela pesquisa

Hollande ganharia a votação em 6 de maio com 55% dos votos, contra 45% para Sarkozy

REUTERS

12 de janeiro de 2012 | 11h45

PARIS - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, está diminuindo a desvantagem para o rival socialista, François Hollande, na eleição presidencial deste ano, mas ainda deve perder no segundo turno em maio, mostrou uma pesquisa nesta quinta-feira, 12.

A pesquisa da OpinionWay e da empresa de serviços financeiros Fiducial mostrou que Hollande ganharia a votação em 6 de maio com 55 por cento dos votos contra 45 por cento para Sarkozy, embora a porcentagem de votos do presidente tenha aumentado em 2 pontos desde um levantamento feito em dezembro.

A pesquisa com 1.060 pessoas foi conduzida entre 10 e 11 de janeiro e mostrou que Hollande e Sarkozy eram os favoritos para vencer o primeiro turno em 22 de abril, com 27 por cento e 25 por cento das intenções de voto, respectivamente. Ambos iriam para o segundo turno.

Apesar do índice de desemprego ser o mais alto em 12 anos e do lento crescimento econômico, Sarkozy ganhou terreno nas últimas pesquisas e buscou se mostrar como um estadista experiente, capaz de conduzir a França na crise da zona do euro, em comparação ao relativamente inexperiente Hollande.

A pesquisa previu que a líder do partido de extrema-direita Frente Nacional, Marine Le Pen, ficaria em terceiro lugar no primeiro turno, com 17 por cento dos votos - 1 ponto percentual a mais do que em dezembro -, pouco à frente do candidato do centro, François Bayrou, com 15 por cento.

Uma pesquisa separada publicada pelo jornal Le Monde mostrou que um terço do eleitorado concordava com ideias da Frente Nacional, que prega a saída da zona do euro e protecionismo para defender a indústria francesa.

"A Frente Nacional está entrando na corrente principal. Antes era meio que um patinho feio", disse o diretor-geral do instituto de pesquisa TNS Sofres, Edouard Lecerf.

Ele creditou a maior aceitação da Frente Nacional, principalmente entre os eleitores jovens, à nova líder do partido, Marine Le Pen, que sucedeu seu pai, Jean-Marie, no cargo.

Jean-Marie Le Pen obteve uma surpreendente vitória em 2002 ao passar para o segundo turno da eleição presidencial, deixando para trás o candidato socialista Lionel Jospin. O presidente Jacques Chirac ganhou confortavelmente a eleição no segundo turno, quando eleitores de todo o espectro político se uniram contra a Frente Nacional.

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