Sarkozy e Carla Bruni lembram os 90 anos da 1ª Guerra Mundial

Cerimônia na França não contará com nenhum dos últimos quatro veteranos vivos do conflito entre 1914-1918

Agências internacionais,

11 de novembro de 2008 | 09h19

Os franceses lembram nesta terça-feira, 11, os 90 anos do armistício da 1ª Guerra Mundial, conflito que todos imaginavam que seria a mãe de todas as guerras do século. Quase sem testemunhas - restam quatro sobreviventes do conflito -, a cerimônia foi realizada pela primeira vez sem a participação de algum sobrevivente com uma cerimônia no cenário da batalha de Verdun. O último combatente francês na batalha, Lazare Ponticelli, morreu no último mês de março, aos 110 anos, afirmou o presidente francês, Nicolas Sarkozy, em Douaumont - próximo do local no qual aconteceu a batalha de Verdun (leste da França) -, na cerimônia de homenagem aos soldados mortos na guerra.   Veja também:  Galeria de fotos do conflito    Foto: AP   Junto com sua mulher, Carla Bruni, Sarkozy presidiu o ato principal, que teve a participação do príncipe Charles da Inglaterra e de sua esposa, Camila, e dos grandes duques de Luxemburgo, como convidados especiais. Também estiveram presentes o presidente da Federação de Bancos Alemães, Klaus-Peter Müller, o da Comissão Européia (CE), José Manuel Durão Barroso, e o do Parlamento Europeu, Hans-Gert Pöttering, entre outras autoridades.   Foto:AP   Diante de todos, o presidente francês pronunciou um discurso no qual deixou claro que "a França não esquecerá nunca" dos soldados que lutaram no solo do país e que defenderam a liberdade. Após lembrar que "todas as testemunhas da tragédia desapareceram", o líder francês ressaltou que "chegou o momento de homenagear todos os mortos, sem exceção".   Segundo a BBC, o conflito entre as potências mundiais se estendeu de 1914 a 1918, matou mais de 20 milhões de pessoas e redesenhou as fronteiras da Europa. Na França, a principal cerimônia foi realizada em Verdun, no nordeste do país, onde tropas francesas e alemãs travaram um combate de oito meses. Mais de 130 mil pessoas morreram no local. A batalha foi a mais longa da guerra. Desde então, Verdun tornou-se um dos símbolos da reconciliação entre França e Alemanha.   Participam do evento o príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy. Na Grã-Bretanha, três dos quatro veteranos da Primeira Guerra que ainda estão vivos vão representar a Aeronáutica, o Exército e a Marinha em uma cerimônia no Cenotáfio de Londres. Herry Allingham, de 112 anos, Harry Patch, de 110, e Bill Stone, de 108, observarão, junto com os presentes, 2 minutos de silêncio.   Na Austrália, uma cerimônia no Memorial da Guerra de Canberra lembrou a morte de 60 mil soldados. O armistício que deu fim à Primeira Guerra Mundial entrou em vigor às 11h, do 11º dia do 11º mês de 1918. A Primeira Guerra levou ao fim de impérios europeus, à criação da União Soviética e ao fim da hegemonia européia no mundo. É também considerado o primeiro conflito do mundo industrializado.  

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