Sarkozy e Merkel se encontram por saída para crise

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, vai se encontrar com a chanceler alemã, Angela Merkel, em Berlim no dia 9 de janeiro para negociações sobre novas regras que visam impor disciplina orçamentária à União Europeia (UE).

REUTERS

02 de janeiro de 2012 | 15h45

Os dois líderes devem detalhar um plano acertado em dezembro em Bruxelas por todos os membros da UE, exceto a Grã-Bretanha, sobre um novo tratado que prevê uma integração fiscal mais próxima, à medida em que a Europa luta para conter sua crise de dívida soberana.

O gabinete do presidente francês anunciou a reunião, mas não deu mais detalhes sobre o assunto.

Ministros de Finanças dos 27 Estados-membros da UE irão se encontrar em 23 de janeiro, antes que seus líderes se reúnam em cúpula uma semana depois. Eles estarão sob pressão intensa para encontrar uma solução definitiva para a crise, que ameaça a sobrevivência da moeda única. O euro acaba de completar dez anos desde que entrou em circulação.

O primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, que ainda batalha para conquistar confiança para a economia italiana, também se encontrará com os líderes de França e Alemanha neste mês, assim como o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron.

Todos os líderes da UE, exceto Cameron, concordaram em realizar uma cúpula de emergência em 9 de dezembro sobre um novo tratado para impor regras mais duras de disciplina orçamentária, incluindo sanções automáticas para países que desrespeitarem limites de endividamento.

Pode levar tempo, no entanto, até que um tratado seja concluído.

Somando-se à pressão já existente, agências de classificação de risco estão investigando países do bloco monetário de 17 Estados-membros para possíveis reduções nas notas de suas dívidas soberanas. Tais cortes elevariam imediatamente os custos de tomada de empréstimos governamentais e pesariam sobre os esforços para por ordem nas contas públicas.

No momento, crescem as exigências para que o Banco Central Europeu tome medidas mais definitivas para frear a crise ao elevar as compras de títulos de governos. A medida iria além dos limites atuais de seu mandato e chegou a ter forte apoio da França, mas enfrentou oposição da Alemanha.

(Reportagem de Vicky Buffery)

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