Sarkozy endurece política contra criminalidade e imigrantes

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, propôs duras medidas na sexta-feira para combater o crime, a delinquência e a imigração ilegal enquanto tenta aumentar seu apoio em meio a escândalos e índices baixos antes das eleições de 2012.

EMMANUEL JARRY E JOHN IRISH, REUTERS

30 de julho de 2010 | 14h44

Falando na cidade de Grenoble, no sudeste da França -- palco de incidentes violentos há duas semanas deflagrados pela morte de um homem de origem árabe que fugia da polícia --, Sarkozy culpou em parte a imigração pela crise social.

"Estamos sofrendo por 50 anos de regulação frouxa da imigração que levou a uma ausência da integração", disse ele num discurso agressivo.

Sarkozy, cuja posição "dura contra o crime" o ajudou a vencer a eleição de 2007, prometeu "travar uma guerra" contra a violência urbana depois dos motins, uma iniciativa que, segundo os críticos, em parte tem como objetivo obter de volta o apoio dos eleitores de direita.

A Frente Nacional, reduzida por Sarkozy em 2007, reobteve parte do apoio em razão da crise econômica, que elevou o desemprego a 10 por cento, e de diversos escândalos políticos que alimentaram acusações de um establishment corrupto.

"A nacionalidade francesa deveria ser retirada de qualquer um que tenha ameaçado a vida de um policial ou que esteja envolvido na segurança pública", afirmou Sarkozy. "A nacionalidade é adquirida e você deve merecê-la."

Os policiais da região de Grenoble têm recebido ameaças de morte desde os incidentes.

Sarkozy propôs uma série de medidas, incluindo penas de até 30 anos por homicídio de policiais, o uso de etiquetas eletrônicas por criminosos condenados e uma revisão dos agressores menores de origem estrangeira recebendo a nacionalidade aos 18 anos.

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