Horacio Villalobos/Efe
Horacio Villalobos/Efe

Sarkozy mantém plano de reformas

Efeitos da crise e derrota em eleições regionais não alterarão os planos do presidente francês

Efe

24 de março de 2010 | 11h24

PARIS - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, mostrou sua determinação para prosseguir com sua política de reformas apesar da dura derrota sofrida pelo seu partido, o UMP, nas eleições regionais do último domingo e dos efeitos da crise econômica.

 

"Devemos continuar com as reformas. Paralisá-las agora seria arruinar os esforços realizados. A crise não nos vai fazer pará-la, mas sim nos fazer ir mais longe para construir um novo modelo e crescimento", assegurou o presidente em um discurso transmitido nacionalmente. Essa foi a primeira reação do presidente às eleições regionais.

 

Ante as pressões da oposição para mudar a política depois da "rejeição" evidenciada nos resultados eleitorais, Sarkozy assegurou que manterá "o atual rumo". Segundo o presidente, muitos franceses não viram os "efeitos positivos" das reformas empreendidas desde que chegou ao poder.

 

Sarkozy, porém, indicou que seria pior "mudar o rumos das coisas cedendo à agitação própria do período eleitoral". Ele pediu "sangue frio" na hora de analisar a situação e "constância" para prosseguir com as reformas.

 

A principal dessas medidas nos próximos meses será sobre as pensões, que "não se aplicará pela força" e sim mediante diálogo entre os interlocutores sociais. Sarkozy assegurou que em seis meses adotará as medidas necessárias e justas" para "garantir que as pensões sejam financiadas".

 

O presidente francês descartou o aumento dos impostos, o que minaria a competitividade do país, e disse que as políticas serão destinadas à criação de empregos. "É a única forma de proteger nossos empregos, de conservar nossas fábricas, nossos agricultores, nosso modo de vida, nossa proteção social", disse.

 

Sarkozy ainda assegurou que essa política se combinará com uma proteção social para "não deixar nada de fora". "Essa política nos permitiu atravessar a melhor a crise e nos permitirá aproveitar melhor os efeitos da recuperação", finalizou.

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