Sarkozy pode defender Société de 'predadores', diz assessor

O presidente da França, Nicolas Sarkozy,vai provavelmente intervir se um "predador" tentar tirarvantagem dos problemas do banco Société Générale, disse nestedomingo um assessor próximo do presidente francês. Perguntado o que a França faria se um rival estrangeirotentasse assumir o banco francês após o escândalo de fraude, oassessor Henri Guaino disse: "O Estado não tem a vocação de intervir cada vez que hámudança de controle em empresas, mas nesse caso eu não acho queo Estado vai ficar com os braços cruzados se alguém, seja quemfor o predador, tentar tirar vantagem da situação." "Isso não significa que intervenções serão sistemáticas.Vamos ver como a situação se desenvolve nos próximos dias esemanas", acrescentou Guiano, numa entrevista a uma rede deTV. Quando Sarkozy foi ministro das Finanças em 2004, eleganhou destaque ao injetar dinheiro na firma de engenhariaAlstom para salvá-la do colapso. Desde então, ele tem com regularidade lembrado o episódiopara se mostrar pronto a defender a economia francesa em temposde crise. Guaiano, por sinal, mencionou a operação nestedomingo, quando falava sobre o banco Société. Alguns analistas tem questionado se o segundo maior bancoda França poderá permanecer independente depois do escândalo dafraude. O Société ficou praticamente sem os seus lucros de2007. Guaino pareceu defender a administração do banco dasacusações de incompetência por não conseguir detectartransações ilícitas no valor de 50 bilhões de euros, quecustaram aos cofres do banco uma perda de 4,9 bilhões deeuros. "Acho que hoje o sistema bancário está de um jeito quenenhum chefe de banco sabe exatamente o que acontece na suainstituição", disse ele. "Temos que nos perguntar como corrigir os vícios dessesistema, mudar as regras que criaram um sistema maluco",completou. (Reportagem de Crispian Balmer)

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