Sarkozy rejeita acusação de nepotismo em favor do filho

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, rejeitou alegações de nepotismo após ter nomeado seu filho como chefe de uma das maiores agências de desenvolvimento urbano da França, dizendo que o rapaz de 23 anos tinha todo o direito de ocupar o posto.

REUTERS

15 de outubro de 2009 | 19h04

Em entrevista a um jornal, Sarkozy acusou críticos de "má fé e malícia" e acrescentou que os ataques visavam na verdade a ele mesmo.

"Quem é o alvo em toda essa polêmica? Não é meu filho, sou eu", disse Sarkozy na entrevista, que vai aparecer na edição de sexta-feira no jornal conservador Le Figaro.

A França se espantou na semana passada pela notícia de que Jean Sarkozy, um estudante no segundo ano da faculdade de Direito, estava sendo cotado para assumir a presidência da agência que supervisiona La Défense, o distrito financeiro de Paris que quer rivalizar com a City of London como centro financeiro.

A notícia foi recebida com raiva pela mídia francesa e pela oposição de esquerda, que diz que Jean Sarkozy não é qualificado e está sendo promovido por causa de seu pai.

A oposição acusou o presidente de se comportar como "um monarca eleito" e aumentou a pressão para que Sarkozy junior desista do emprego, mas seu pai parece determinado a impedir isso.

"Há uma idade na qual alguém se torna competente?", perguntou Sarkozy. "Quero que nossas elites políticas, que envelheceram muito, sejam rejuvenescidas".

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