Sarkozy tenta obter repatriação das enfermeiras búlgaras

Enfermeiras e médico palestino são considerados culpados pela contaminação de crianças com o vírus da aids

Efe,

23 Julho 2007 | 06h18

O chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy, e o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, tentaram durante a noite "obter a libertação das cinco enfermeiras búlgaras e do médico palestino e sua repatriação imediata" da Líbia à Bulgária, segundo o Palácio do Eliseu.   "O presidente Sarkozy falou várias vezes por telefone esta noite com o presidente Barroso acerca do calendário de um acordo para obter a libertação das cinco enfermeiras búlgaras e do médico palestino e sua repatriação imediata", assinalou em comunicado o porta-voz do Palácio do Eliseu, David Martinon.   No domingo, o líder líbio, Muammar Kadafi, recebeu em Trípoli, Cecilia Sarkozy, esposa do presidente francês e com quem discutiu o caso das enfermeiras búlgaras e do médico palestino, informou nesta segunda-feira, 23, a agência líbia Jana.   A agência de notícias não forneceu detalhes sobre a reunião, limitando-se a lembrar que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, deve chegar a Trípoli na próxima quarta-feira.   Nesta visita à Líbia, a esposa do presidente francês "acompanhou a comissária européia de Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner, e o secretário-geral do Palácio do Eliseu, Claude Guéant", segundo um comunicado do porta-voz do governo francês, David Martinon.   A via para um retorno dos condenados à Bulgária ficou aberta depois que a pena de morte que pesava sobre as enfermeiras e o médico, que tem desde junho nacionalidade búlgara, foi mudada na terça-feira passada por prisão perpétua, em troca de indenizações milionárias para as famílias das crianças contaminadas com o vírus da aids.   As enfermeiras e o médico sempre clamaram sua inocência e afirmaram que tinham reconhecido as acusações sob tortura.   Segundo o jornal Le Point, o plano consiste em acompanhar os condenados a Sófia a bordo do avião francês, na presença da esposa do presidente Nicolas Sarkozy e de seu principal conselheiro.   Esta segunda visita dos emissários mais próximos a Sarkozy à Líbia - a anterior aconteceu 12 de julho - ocorre ao término de uma intensa semana de negociações entre Paris e Trípoli.

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