Segundo dia de diálogo define destino da greve na França

Vandalismo prejudica primeira rodada de negociações iniciadas na quarta-feira; paralisação entra no 9.º dia

Efe,

22 de novembro de 2007 | 08h17

Passageiros franceses enfrentam nesta quinta-feira, 22, o nono dia de caos no transporte público por conta a continuidade da greve, num dia em que as assembléias de trabalhadores decidirão sobre um eventual retorno à atividade.  Veja também:Entenda a disputa entre sindicatos e o governo'Poder das ruas' tem longa tradiçãoFotógrafo brasileiro flagra a greve em Paris   A companhia ferroviária melhorou seus serviços, tanto nas linhas de alta velocidade e longo percurso quanto nos trens regionais. O metrô de Paris funciona com 33% a 50% da capacidade, e os ônibus com 75%. A negociação aberta oficialmente na quarta-feira iniciou uma nova fase. A direção da empresa de ferrovias, a SNCF, fez várias ofertas que foram bem recebidas pelos sindicatos. Os transportes na França melhoraram sua freqüência, tanto na rede ferroviária quanto em Paris, num dia em que as assembléias de trabalhadores decidirão sobre um eventual retorno à atividade. Segundo a operadora nacional SNCF, mais trens circularão. Das seis centrais sindicais que mantinham a greve na quarta-feira, duas responderam com uma indicação de volta ao trabalho. As outras quatro, que representam mais de três quartos dos trabalhadores, repassaram a proposta às bases.  A SNCF propõe que algumas gratificações sejam incluídas no cálculo da aposentadoria, além de oferecer bônus por tempo de serviço e periculosidade. Os sindicalistas receberam bem as propostas. Mas o governo mantém sua idéia de elevar de 37,5 para 40 anos o período de contribuição para a previdência. Atos organizados de sabotagem em linhas de trens nos quatro pontos do país marcaram o oitavo dia da greve dos trabalhadores de empresas de transporte e energia que pára parcialmente a França. A ação - denunciada pela direção das empresas, pelo governo e até pelos sindicatos - tornou ainda mais tensa a primeira rodada de negociações realizada na quarta, que terminou sem acordo para o fim da greve.  A sabotagem também tende a deteriorar ainda mais a relação entre os grevistas e a opinião pública, que vem reprovando em sucessivas pesquisas os protestos contra a extinção do regime especial de aposentadorias, defendida pelo governo de Nicolas Sarkozy. Embora a direção das maiores confederações sindicais defendam o fim da greve, as assembléias de trabalhadores têm optado pela seqüência do movimento. O resultado é que todas as grandes cidades seguem transtornadas pelas paralisações e por uma onda de protestos - que reúnem não só metroviários, mas também estudantes, magistrados, funcionários públicos e até produtores de fumo. (com Andrei Netto, do Estadão)

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