Seis soldados são mortos na Ucrânia; governo nega ter bombardeado cidade

Há relatos de um ataque aéreo na cidade de Snizhne, que causou a morte de quatro civis, Kiev negou ser responsável pelo ataque

NATALIA ZINETS, REUTERS

15 de julho de 2014 | 10h32

Pelo menos seis soldados ucranianos foram mortos em novos ataques contra postos e bases de militares do governo por separatistas pró-Rússia perto da fronteira russa, disseram forças da Ucrânia nesta terça-feira.

Houve também relatos de um ataque aéreo que matou quatro civis na pequena cidade de Snizhne, episódio no qual Kiev negou responsabilidade e pareceu apontar o dedo para a Rússia - dois dias após Moscou ter ameaçado com retaliação por conta da morte de um homem quando um foguete caiu no lado russo da fronteira.

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“Hoje às 7h (horário local) um avião desconhecido executou um bombardeio sobre Snizhne. O voo pode ser descrito somente como uma provocação cínica”, disse a jornalistas Andriy Lysenko, porta-voz do Conselho de Defesa Nacional e Segurança da Ucrânia.

Seus comentários pareceram ser uma acusação contra a Rússia, considerando que os rebeldes não utilizaram aeronaves no conflito.

Combates ocorridos nos últimos quatro meses entre forças pró-Ocidente do governo de Kiev e separatistas que querem a união com Moscou se intensificaram na última sexta-feira, com a Ucrânia e a Rússia culpando uma a outra por ataques além de suas fronteiras, e poucas possibilidades de um cessar-fogo.

Vladyslav Seleznyov, porta-voz da “operação antiterrorista” - como define o governo ucraniano - no leste do país, disse que combatentes rebeldes atacaram postos militares em diferentes áreas durante a noite.

“Como resultado de um ataque com míssil Grad durante a noite, dois soldados ucranianos sofreram ferimentos fatais”, informou o canal de televisão Fifth Channel.

O porta-voz do Conselho disse que seis soldados ucranianos morreram no último dia, e 13 ficaram feridos.

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