Sem acordo, Alitalia pode suspender vôos em alguns dias

Sindicatos dos aviadores negociam com investidores sobre salários, demissões e venda de aeronaves

AE/AP,

21 de setembro de 2008 | 12h11

A companhia aérea italiana Alitalia pode parar de voar em menos de uma semana caso os sindicatos não cedam e aceitem um plano de resgate oferecido por um grupo de investidores italianos, disse neste domingo, 21, o ministro dos Transportes do país, Altero Matteoli. "A Alitalia tem muito poucos dias de vida, certamente menos de uma semana, a não ser que um acordo seja fechado", disse.  Os investidores retiraram a oferta de comprar alguns dos ativos com maior potencial de lucro da companhia depois que alguns sindicatos, incluindo o que representa os pilotos (Anpac), rejeitaram o acordo. Outros sindicatos aceitaram o plano, que inclui 3.250 demissões entre os 20 mil funcionários da companhia, a eliminação ou redução do número de vôos em rotas que dão prejuízo e a venda de aviões.  A agência de aviação civil italiana convocou o administrador de concordata da Alitalia para uma reunião nesta segunda, 22, para decidir se vai cassar a licença da companhia para voar.  O presidente do Anpac, Fabio Berti, disse que depende dos investidores tornarem os termos do acordo menos rígidos. "Eles estão oferecendo o mesmo contrato dos pilotos da Air France, Lufthansa e British Airways, mas com um pagamento 30% menor", disse Berti em entrevista à rede de televisão italiana Sky TG 24.  Os pilotos concordaram com um salário menor, mas rejeitaram outras concessões, como a diminuição do tempo de férias. "Nós dissemos que estávamos dispostos a fazer sacrifícios", afirmou Berti.

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