Senado italiano aprova expulsão de imigrantes

Lei de imigração e que adia julgamento do premiê precisam de aprovação da Câmara, de maioria governista

Efe,

24 de junho de 2008 | 10h03

O Senado da Itália aprovou nesta terça-feira, 24, uma série de medidas sobre segurança, que inclui, entre outros, facilitar a expulsão de imigrantes e frear determinados processos, um deles contra o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi. As novas normas, que agora deverão ser aprovadas pela Câmara dos Deputados, foram aprovadas por 166 votos a favor, 123 contra e uma abstenção. Entre as medidas do pacote de segurança, destaca-se a que considera a imigração ilegal como crime, o que significa aumentar em um terço a pena dos ilegais que cometerem um crime na Itália. Além disso, será mais fácil expulsar os imigrantes condenados, já que poderão ser repatriados quando tiverem penas superiores a dois anos, e não dez anos, como até então. No entanto, o que motivou mais protestos da oposição foi a inclusão no decreto de uma medida que adiará por um ano o julgamento dos processos por crimes cometidos antes de 30 de junho de 2002 e com condenação de menos de dez anos. Segundo a oposição, essa medida só se justifica porque freará um dos julgamentos por corrupção contra Berlusconi, acusado de ter pagado 580 mil euros ao advogado britânico David Mills para que falsificasse seus testemunhos em dois processos contra o magnata da televisão, dos quais o atual premiê foi absolvido. O pacote de segurança prevê também a participação do Exército na segurança aos cidadãos, com a mobilização de 3 mil soldados que patrulharão as ruas, outra medida contestada pela oposição. Além disso, a nova lei estabelece o confisco do apartamento para quem o alugar a imigrantes, assim como prisão entre seis meses e três anos. As medidas passarão agora para a Câmara dos Deputados, onde deve ser aprovado sem problemas, já que Berlusconi conta com maioria absoluta.

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