Senado: Rússia deve reconhecer independência de províncias

Resolução do Senado que pede o reconhecimento para o presidente do país foi aprovada por unanimidade

Efe,

25 de agosto de 2008 | 05h59

O Conselho da Federação ou Senado da Rússia pediu nesta segunda-feira, 25, ao presidente do país, Dmitri Medvedev, que reconheça as independências das regiões separatistas georgianas da Abkházia e da Ossétia do Sul. Veja também:Geórgia diz que irá recuperar Exército e controle das provínciasUE vai debater a situação da GeórgiaOuça o relato de Lourival Sant'Anna  Imagens feitas direto de Gori, na Geórgia  Godoy e Cristiano Dias comentam conflito  Entenda o conflito separatista na Geórgia "Levando em consideração os reiterados pedidos da Ossétia do Sul e da Abkházia sobre o reconhecimento de suas independências incluídas as dos dias 22 e 24 de agosto, o Conselho da Federação propõe reconhecer a independência da Ossétia do Sul e da Abkházia", assinala a resolução do Senado, aprovada por unanimidade. O documento dos senadores ressalta que a Câmara Alta "respalda plenamente a política do presidente da Rússia em relação à Ossétia do Sul e à Abkházia". O Senado destacou que a renúncia da Geórgia a assinar um acordo de não emprego da força e "suas ações agressivas no início de agosto, como resultado das quais morreram milhares de civis na Ossétia do Sul" privaram seu governo do direito de pretender que ossetas do sul e abkhazes dependam dele. "Hoje aconteceu um fato histórico", disse após a votação o presidente do Senado, Serguei Mironov, acrescentando que o documento será enviado ao Kremlin imediatamente, segundo a agência Interfax. Mironov se mostrou convencido de que a Duma ou Câmara dos Deputados, que também abordará nesta segunda em sessão extraordinária o pedido da Ossétia do Sul e da Abkházia, tomará a mesma decisão. "Tenho certeza de que os deputados respaldarão a solicitação de reconhecimento de independência e vamos esperar que o presidente da Rússia adote uma decisão similar", acrescentou. O líder da autoproclamada república da Ossétia do Sul, Eduard Kokoiti, disse que não tem a intenção de "forçar os eventos" e que vai "esperar tranqüilamente a decisão do presidente da Rússia". "Hoje fez-se justiça e esperamos que esta ajude à estabilidade no Cáucaso Norte", afirmou o líder da Abkházia, Serguei Bagapsh.

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