Separatistas lançam ofensiva para expulsar tropas da Abkházia

Segundo general separatista, Rússia não está envolvida na operação; Sarkozy visita os dois países hoje

Efe,

12 de agosto de 2008 | 03h35

O Exército da região separatista da Abkházia lançou nesta terça-feira, 12, uma ofensiva para expulsar os soldados georgianos do desfiladeiro de Kodori, única zona da região sob o controle da Geórgia. Veja tambémRussos avançam; Geórgia recua tropas para defender capitalOuça o relato de Lourival Sant'Anna  Roberto Godoy e Cristiano Dias comentam o conflito Imagens feitas direto da capital da Geórgia  "A partir das 5 da manhã (22 horas de Brasília) bombardeamos com aviação e com artilharia. Depois, entramos em combate. Segundo os dados, por volta das 9 da manhã (2 horas de Brasília), os combates continuam", assinalou à Efe Anatoli Zaitsev, primeiro vice-ministro de Defesa e chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Abkházia. O general acrescentou que as tropas separatistas estão "empurrando as forças georgianas, que opõem resistência". "Somos só nós, a parte russa não participa", ressaltou Zaitsev. O líder da Abkházia, Serguei Bagapsh, assegurou que a operação se desenvolve "com sucesso" e expressou seu convencimento de que "em questão de dias" as tropas separatistas terão assumido "controle absoluto" de Kodori. A Rússia anunciou na segunda-feira a criação de uma força de choque composta por 9 mil soldados para expulsar as tropas georgianas do território da Abkházia. França O presidente francês, Nicolas Sarkozy, visita nesta terça-feira, 12, a Rússia e a Geórgia para tentar um acordo diplomático que ponha fim às hostilidades entre a ex-república soviética e Moscou, em um confronto militar que começou na última sexta-feira. Sarkozy deve chegar à capital russa às 5h10 desta terça-feira (horário de Brasília. Ele tem um encontro marcado com o presidente Dmitry Medvedev. No mesmo dia, o líder francês embarca para a Geórgia. Mais cedo, na ONU, a França apresentou um projeto de resolução que pede a "retirada completa" das forças russas e georgianas do território da Ossétia do Sul, e o retorno para suas posições anteriores a 7 de agosto, quando se iniciou o conflito.

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