Seqüestradores de avião tinham passaportes turco e sírio

Passageiros afirmam que responsáveis são libaneses protestavam em nome da rede terrorista Al Qaeda

Efe,

18 de agosto de 2007 | 12h41

Os seqüestradores que mantiveram retido um avião turco neste sábado, 18, durante cinco horas se identificaram como Mehmet Resat Özlü, com passaporte turco, e Abdulaziz Maliki, supostamente palestino com passaporte sírio, informou o ministro do Interior turco, Osman Günes. O avião, da companhia privada turca Atlas Jet, decolou às 1h15 de Brasília do aeroporto de Ercan, em Tympou, com 136 passageiros e 6 membros da tripulação, e voava com destino a Istambul quando foi seqüestrado por estes dois indivíduos, que disseram atuar em nome da rede terrorista Al Qaeda. O avião foi depois para o aeroporto de Antalya, para reabastecer. As forças de segurança turca detiveram os seqüestradores após conseguir sua rendição, e os dois estão passando por um interrogatório sobre suas conexões e verdadeiras identidades, acrescentou o ministro. "Estamos investigando a verdadeira identidade dos seqüestradores, porque seus passaportes podem ser falsos", disse Günes. Um dos últimos passageiros a ser libertado, Mehmet Adas, tinha afirmado em declarações telefônicas à Efe do avião que os seqüestradores lhe tinham dito que eram de nacionalidade libanesa e que protestavam em nome da rede terrorista Al Qaeda por causa das "pressões e torturas" em seu país. O ministro dos Transportes da República Turca do Norte do Chipre (RTNC), Saleh Usar, disse que, segundo as informações da Polícia turco-cipriota, os seqüestradores são iranianos. Usar também disse que não eram estudantes, como se tinha conjeturado ao princípio, e que "poderiam ter entrado na RTNC através da zona grega do Chipre".

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