Marko Djurica/Reuters
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Sérvia não fará concessões sobre Kosovo por lugar na União Europeia

Presidente afirma que país defenderá seus interesses ante demandas do bloco regional

Reuters

26 de agosto de 2011 | 12h39

BELGRADO - O presidente da Sérvia, Boris Tadic, disse nesta sexta-feira, 26, que seu governo não tem intenção de fazer concessões políticas com relação a Kosovo, uma ex-província sérvia, apenas para satisfazer às exigências de adesão da União Europeia.

Assumindo um tom desafiador antes das eleições gerais marcadas para o início de 2012, Tadic disse que mesmo que a posição sobre Kosovo afetar de forma adversa a ambição de seu país de ser aceito como um candidato do bloco até o final de 2011, não haverá alteração das políticas.

 

"Se vemos demandas para fazermos uma escolha, minha resposta será que a Sérvia não vai abandonar nenhum de seus interesses legítimos", disse Tadic em uma entrevista televisionada na noite de quinta-feira. "Persistiremos em ambas as políticas de preservar os interesses nacionais em Kosovo e em nossa candidatura à União Europeia", completou.

 

Pressão 

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse na terça-feira que se a Sérvia quer progredir em sua candidatura para se tornar membro da União Europeia, deve amenizar as relações com sua ex-província do sul, cuja região norte é dominada por sérvios étnicos. Ela também disse que o país deve reformar sua economia, melhorar o clima para os negócios e atacar o crime organizado, a corrupção e a burocracia.

Analistas disseram que as declarações de Tadic visavam angariar apoio populista antes das eleições, marcadas para abril, e também eram uma mensagem para Merkel. Eles avaliam que a questão de Kosovo seja uma tentativa de desviar o assunto porque o problema principal é que as reformas políticas e econômicas esperadas pela União Europeia estão atrasadas.

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