Serviço secreto britânico nega participação em morte de Diana

Ex-diretor do MI6 diz que acusações de al-Fayed são 'muito sérias' e que acidente não foi obra de agentes

Agência internacionais,

20 de fevereiro de 2008 | 11h32

O ex-diretor do serviço secreto de inteligência britânica, MI6, Richard Dearlove, negou nesta quarta-feira, 20, que a organização tenha alguma relação com o acidente que matou a princesa Diana em 1997, como afirma o dono das lojas de departamento Harrods, Mohamed al-Fayed, pai de Dodi al-Fayed, noivo de Diana.   Em seu comparecimento nesta quarta no Tribunal Superior de Londres, onde está sendo feita a investigação judicial sobre a morte de Diana, Dearlove, que na época do acidente, em agosto de 1997, era o diretor da organização, disse que as acusações de al-Fayed são "muito sérias". Dearlove afirmou que considera impossível que o acidente tenha sido obra de agentes atuando independentemente.   Mohamed al-Fayed está convencido de que seu filho e Diana foram vítimas de uma conspiração dos serviços secretos britânicos e do duque de Edimburgo, marido da rainha Elizabeth II. Em seu primeiro comparecimento ao tribunal na segunda-feira, al-Fayed insistiu na afirmação, apesar de não ter fornecido nenhuma prova.   O milionário citou como participantes da conspiração o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, a CIA (Serviço de Inteligência Americano), os serviços secretos franceses, o então embaixador britânico na França, Michael Jay, e a irmã da princesa, Sarah McCorquodale.   Al-Fayed acredita que seu filho e a princesa foram assassinados para impedir que eles se cassassem.   O comparecimento do ex-diretor MI6 ao tribunal é um caso muito especial porque a organização não tem como princípio fazer qualquer comentário sobre acusações contra si.   Dearlove trabalhou para a organização em várias áreas, tanto no Reino Unido como no exterior, desde 1966 até sua aposentadoria em 2004. O ex-diretor estava à frente do MI6 quando Diana e Dodi al-Fayed morreram após a colisão do automóvel no qual viajavam contra uma coluna do túnel sob a ponte da Alma, em Paris, em 31 de agosto de 1997. No acidente também morreu o motorista do automóvel, Henri Paul.

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