Silicone de empresa francesa não tinha aprovação, diz advogado

O advogado da empresa francesa que está no centro do escândalo de próteses mamárias disse à Reuters nesta terça-feira que a maioria das próteses vendidas pela companhia desde 1991 eram produzidas com silicone sem aprovação.

MARC JOANNY E JEAN-FRANÇOIS ROSNOBLET, REUTERS

27 de dezembro de 2011 | 18h41

O advogado Yves Haddad, que representa a Poly Implant Protheses (PIP), hoje desativada, afirmou que a empresa vendia dois tipos de próteses: aquelas conhecidas como "simples", produzidas com silicone sem o selo de aprovação, e um produto mais sofisticado utilizando um silicone aprovado, destinado a clientes mais ricos.

"Existe um produto feito pela PIP que não recebeu oficialmente a aprovação (da agência regulatória) e nesse sentido houve violação de regulamentos", disse Haddad à Reuters.

Nenhuma acusação foi apresentada, mas um tribunal de Marselha deve anunciar acusações de fraude no próximo ano, disseram fontes jurídicas à Reuters.

Uma investigação sobre homicídio culposo foi aberta depois que uma mulher francesa morreu em 2010 com câncer, e tinha implantes da PIP.

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