Sindicatos espanhóis ameaçam greve contra reforma previdenciária

Os sindicatos espanhóis protestaram em todo o país no sábado contra as medidas de austeridade e ameaçaram fazer uma outra greve geral caso o governo não recue dos seus planos de elevar a idade para a aposentadoria.

REUTERS

18 de dezembro de 2010 | 18h24

Os sindicatos, que fizeram uma greve geral no dia 29 de setembro, estão irritados com os planos do governo de aumentar a idade mínima para aposentadoria para 67 anos, no lugar dos atuais 65, como parte de uma série de reformas para acalmar o temor do mercado com suas finanças.

"Sessenta e sete marca o limite entre um acordo ou não... (se o plano for adiante), haverá uma greve geral em janeiro" disse Ignácio Fernandez Toxo, líder do maior sindicato da Espanha, o CCOO.

Milhares de pessoas enfrentaram o frio em Madri em uma série de manifestações pacíficas contra a redução dos gastos do Estado, leis trabalhistas e outras medidas para diminuir o déficit alto.

Mas os sindicatos têm tido dificuldades em angariar um amplo apoio público, e, na sexta-feira, o primeiro-ministro Jose Luiz Rodriguez Zapatero prometeu seguir em frente com a reforma das pensões, apesar da oposição dos sindicatos e de alguns partidos políticos.

A Espanha, quarta maior economia da zona do euro, está sob intensa análise dos mercados internacionais que estão apostando se ela será forçada a solicitar uma ajuda emergencial da UE, depois que a Irlanda recebeu 85 bilhões de euros em novembro.

Apesar de a Espanha ter cortado gastos e prometido mais reformas, a agência de classificação de risco Moody's colocou o país em análise para possível rebaixamento, tendo avisado na quarta-feira que os altos níveis de dívidas em bancos e governos regionais podem causar problemas financeiros.

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