Sindicatos franceses fazem demonstração de força no 1o de Maio

Milhares de trabalhadores participaramdas celebrações do 1o de Maio na França, em uma demonstração deforça para as manifestações que devem ocorrer neste mês contrareformas da previdência e cortes de vagas no serviço público. Os organizadores disseram ter reunido quase 30 mil pessoasem Paris, embora a polícia tenha dito que foram 15 mil. Haviaclaramente mais gente do que há um ano. Bernard Thibault, presidente da influente central CGT,disse à rádio France Info que a presença popular indica um bomcomparecimento também nas manifestações programadas para osdias 15 e 22. "Há mais manifestações, são maiores que há um ano, (ostrabalhadores) também estão mais unidos, são mais jovens que háum ano...o que me leva a crer que os outros compromissos demaio, nos dias 15 e 22, a respeito do futuro da aposentadoria,também terão uma forte mobilização", afirmou. As tradicionais manifestações de maio desta vez servirão deteste ao empenho reformista do presidente Nicolas Sarkozy, que,depois de um ano no cargo, enfrenta uma baixíssimapopularidade. O ministro do Trabalho, Xavier Bertrand, encontrou-se comdirigentes sindicais para discutir o projeto que eleva de 40para 41 anos o tempo de contribuição à previdência para que umtrabalhador se aposente com os rendimentos integrais. Os sindicatos não se entendem totalmente a respeito, mas naquinta-feira tentaram demonstrar unidade. Pela primeira vez emcinco anos, a CGT e a CFDT, mais moderada, realizaram umamanifestação conjunta. Professores e outros servidores públicos devem fazer greveno dia 15 contra a proposta de deixar de substituir metade dosservidores públicos que se aposentarem. Já a manifestação do dia 22 é contra a reformaprevidenciária e o custo de vida. Sarkozy diz que a França precisa apertar o cinto e fazerreformas para cumprir sua meta de que até 2012 o déficitpúblico seja eliminado. Em 2007, o déficit foi de 2,7 por centodo PIB. (Por François Murphy, Antony Paone e Pascal Lietout)

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