Sindicatos italianos convocam greve contra pacote de austeridade

A maior confederação sindical da Itália convocou nesta terça-feira uma greve geral para 6 de setembro, em protesto contra um plano de austeridade do governo, que descreveu como "errado e injusto".

CATHERINE HORNBY, REUTERS

23 de agosto de 2011 | 15h49

O plano de paralisação, embora já fosse previsto, é um novo problema para o primeiro-ministro Silvio Berlusconi, cuja popularidade desabou nos últimos meses e, além disso, foi forçado pelo Banco Central Europeu a adotar um pacote de medidas de austeridade, num total de 45,5 bilhões de euros.

Depois que a Itália mergulhou na crise da dívida na zona do euro, nas últimas semanas, o BCE exigiu que o país apresentasse metas para equilibrar o orçamento de 2013, como condição para continuar comprando seus títulos.

O rendimento dos bônus italianos de 10 anos estavam por volta de 5 por cento --bem abaixo dos níveis perto dos 6,5 por cento antes da intervenção do BCE--, mas ainda desconfortavelmente altos. Cerca de 62,4 bilhões de euros em títulos italianos devem vencer em setembro.

O plano de austeridade está atualmente no Parlamento, onde a maioria governista está dividida sobre as mudanças que deverá fazer na versão aprovada pelo gabinete de governo, em 12 de agosto.

A matéria tem de ser endossada até meados de outubro, mas a Itália está sob pressão do mercado e de seus parceiros internacionais para aprová-la antes.

A confederação sindical CGIL criticou os cortes de gastos dos governos federal e local previstos no pacote, os planos para liberalizar os contratos de trabalho e a falta de medidas para enfrentar a sonegação de impostos.

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