Síria declara apoio à operação militar russa na Geórgia

País é o segundo depois da Bielo-Rússia a apoiar incursão; líder sírio deve comprar armas de Moscou

Reuters,

21 de agosto de 2008 | 20h12

O presidente sírio Bashar al-Assad declarou seu apoio à operação militar russa na Geórgia durante um conversa com o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, nesta quinta-feira, 21. No encontro, espera-se que a Síria feche um acordo para compra de armas russas. Uma fonte diplomática em Moscou adiantou à agência Interfax na quarta-feira que Rússia e Síria estavam preparando acordos para aquisição de vários sistemas de defesa anti-aérea e anti-tanque.   Veja também: Rússia interrompe cooperação militar com Otan Rússia reitera que retirada termina na 6.ª Ouça o relato de Lourival Sant'Anna  Imagens feitas direto de Gori, na Geórgia  Godoy e Cristiano Dias comentam conflito  Entenda o conflito separatista na Geórgia   A Síria, inimiga de Israel no Oriente Médio e acusada pelos Estados Unidos de apoiar o terrorismo internacional, tornou-se o segundo país depois da Bielo-Rússia a anunciar apoio público às operações russas na Geórgia.   "Nós entendemos a essência da posição russa e essa resposta militar", afirmou Assad a Medveded no início da reunião em Bocharov Ruchei, residência do líder do Kremlin no Mar Negro. "Nós acreditamos que a Rússia está respondendo a uma provocação georgiana", explicou o presidente sírio.   Moscou enfrenta a condenação dos países do Ocidente, que pedem a retirada imediata de suas tropas do território da Geórgia. A Rússia defende que foi forçada a agir pelo derramamento de sangue na província separatista de Ossétia do Sul, que estava sendo atacada pelas forças georgianas.   Um acordo assinado entre Washington e Varsóvia nesta semana firmou a instalação de um sistema americano de defesa anti-mísseis na Polônia, o que agravou as relações da Rússia - que sempre se opôs a escudo dos EUA - com o Ocidente.

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