Síria e Líbano anunciam abertura de embaixadas

Representações diplomáticas ficarão em suas respectivas capitais, disse o presidente francês, Nicolas Sarkozy

Efe

12 de julho de 2008 | 14h48

Síria e Líbano anunciaram neste sábado, 12, que têm a intenção de abrir representações diplomáticas em suas respectivas capitais, segundo afirmou o presidente francês, Nicolas Sarkozy.  Veja também: Sarkozy reúne-se com o chefe do Estado sírio Suleiman diz que as relações do Líbano com a Síria 'são normais' "Esta vontade é histórica", destacou Sarkozy em coletiva de imprensa após uma reunião junto com os presidentes da Síria, Bashar al-Assad, e do Líbano, Michel Suleiman, junto com o emir do Catar, xeque Hamad Bin Khalifa al-Thani.  Foto: ReutersOs presidentes Michel Suleiman do Líbano,Qatari Emir Sheikh Hamad Ben Khalifa Al Thani dos Emirados Árabes Unidos, Sarkozy da França e Bashar al-Assad da Síria  "Naturalmente há um certo número de questões jurídicas que devem ser revistas, mas tanto para Bernard Kouchner (ministro das Relações Exteriores francês) como para mim, este anúncio é absolutamente histórico. É uma grande notícia para aqueles que amam o Líbano e que estão preocupados com o que acontece ali", disse o líder francês. Sarkozy pediu neste sábado, 12, ao seu colega sírio, Bachar al-Assad, que convença o Irã a reunir provas de que não está tentando produzir uma arma nuclear. Al Assad, por seu lado, se declarou convencido de que o Ia "não tem nenhuma intenção" de possuir armas nucleares e prometeu transmitir às autoridades iranianas o pedido francês. O presidente sírio afirmou também que ainda não chegou o momento de iniciar negociações de paz diretas com Israel, já que devem primeiro encontrar "um terreno comum" nas conversas indiretas mediadas pela Turquia. "Não faz sentido uma negociação direta com o primeiro-ministro israelense Ehud Olmert agora", disse Assad. Os presidentes da França e da Síria participaram de uma entrevista coletiva conjunta com o mandatário do Líbano, Michel Suleiman, e o emir de Catar, xeque Hamad Bin Khalifa al-Thani, após um encontro às vésperas Cúpula da União pelo Mediterrâneo (UPM).

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