Sistema de incêndio envenenou vítimas em submarino russo

Primeiros exames apontam que vítimas inalaram gás fluorídrico liberado após ativação de sistema contra incêndio

Agências internacionais,

09 de novembro de 2008 | 09h12

O submarino nuclear russo envolvido em um acidente no Mar do Japão que matou pelo menos 20 pessoas na manhã deste domingo (horário local), 9, retornou para sua base neste domingo. Segundo informações de agências de notícias russa, os primeiros exames realizados nas vítimas constataram a morte por inalação de gás fluorídrico após a ativação não autorizada do sistema contra incêndio do submarino. O porta-voz da marinha, capitão Igor Dygalo, afirmou que o submarino não foi danificado e que retornou para a base com sua própria energia. Dygalo disse ainda que o acidente ocorreu quando o sistema contra incêndio começou a operar acidentalmente no submarino, durante testes no Oceano Pacífico. O reator atômico do submarino continua funcionando normalmente e que os níveis de radiação estão normais.  Os mortos incluem marinheiros e construtores de navio, além de mais 22 marinheiros feridos, que já foram removidos para um outro navio. Este foi o pior acidente com submarino nuclear desde o acidente com o submarino Kursk, em 2000, que explodiu e naufragou matando toda a tripulação de 118 pessoas, no Mar de Barrents. Procuradoria russa abriu uma causa penal por violação das regras de condução e exploração de navios de guerra, derivado em resultado de morte por imprudência. "Foi criada uma brigada de investigação, que está realizando as pesquisas", disse Vladimir Markin, porta-voz oficial do Comitê de Instrução da Procuradoria, citado pelas agências russas.  Segundo um especialista militar, é provável que o acidente, provocado por uma emissão de CFC (cloro-flúor-carbono) após a ativação não autorizada do sistema contra incêndio do submarino, tenha sido causado pelo cumprimento incorreto do plano de trabalho por parte dos estaleiros, encarregados de realizar os testes. O submarino recebeu imediatamente a ordem de suspender os testes e voltar à base provisória na região russa de Primorie, enquanto os feridos foram levado a bordo de outra embarcação para o hospital da Frota do Pacífico em Vladivostok, no extremo leste do país. O presidente russo, Dmitri Medvedev, que foi informado imediatamente, ordenou que o ministro da Defesa, Anatoli Serdiukov, o mantivesse a par da situação e encomendou ao procurador-geral, Yuri Chaika, uma investigação exaustiva do ocorrido.

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