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Sobe para 150 número de mortos em terremoto na Itália

Chuva começa a dificultar trabalhos de resgate na região de Abruzzo; mais de 1,5 mil pessoas ficaram feridas

Agências internacionais,

06 de abril de 2009 | 17h17

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, confirmou na tarde desta segunda-feira, 6, que mais de 150 pessoas morreram e outras de 1,5 mil ficaram feridas no terremoto registrado durante a madrugada na região italiana de Abruzzo, no centro do país. A chuva começou a dificultar os trabalhos de resgate na cidade de Áquila, onde foi registrado o epicentro, a mais de 100 quilômetros de Roma. Vinte e seis cidades e vilas foram afetadas.

 

Apesar do mau tempo, os serviços de emergência prosseguem com seus trabalhos, com base no centro histórico da cidade medieval. Já foram instaladas tendas em diferentes complexos esportivos que servem de abrigo aos desabrigados. Segundo afirmou à Agência Efe um dos funcionários da Defesa Civil na região, Arturo Vernillo, quanto mais tempo passar, mais difícil será encontrar desaparecidos com vida.

 

 

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O primeiro-ministro assegurou que 30 milhões de euros serão destinados de forma imediata aos desabrigados e que, por enquanto, não se faz necessária a ajuda de pessoal qualificado do

exterior, lembrando que 35 países ofereceram "solidariedade e apoio" à Itália. Entretanto, Berlusconi afirmou que posteriormente será feito um pedido aos fundos europeus que pode chegar a algumas centenas de milhões de euros.

 

Segundo o chefe de governo, mais 1.200 bombeiros e mil policiais são necessários na região afetada pelo terremoto. Um dos prédios onde há trabalho de resgate é a Casa do Estudante, onde o desabamento de uma das fachadas laterais deixou várias pessoas presas. Pela manhã, foram retirados um estudante morto e outro vivo e, segundo policiais, ainda restam outros cinco jovens sob os escombros.

 

Em outro edifício do centro, há pelo menos oito pessoas presas e, nesta manhã, foram encontradas duas mulheres de 21 e 29 anos, a última delas morta. A imprensa italiana também informa o encontro do corpo de uma mulher em sua cama abraçada a seus dois filhos. Os três aparentemente morreram esmagados em sua casa, na rua Campo di Fossa.

 

Berlusconi afirmou que está sendo preparada uma vila com tendas, que servirá de abrigo para entre 16 mil e 20 mil pessoas. O local deve ficar pronto no fim do dia. Mais de 15 mil casas foram reduzidas a escombros. O primeiro-ministro comentou que novos tremores de terra podem acontecer, e disse que nenhum morador poderá permanecer nos imóveis afetados.

  

 

Diversos prédios e casas do centro histórico de Áquila correm o risco de desabar, prosseguiu o premiê, que decretou estado de emergência. O tremor ocorreu às 3h32 locais desta segunda-feira (22h32 de domingo em Brasília). O epicentro foi registrado nas proximidades de Áquila, na montanhosa região de Abruzzo.

 

Muitos se questionaram se a tragédia poderia ter sido evitada, já que diversos tremores foram registrados na região durante as últimas semanas, dois deles na noite anterior ao terremoto de domingo. Em entrevista coletiva concedida em Áquila junto ao chefe da Defesa Civil da Itália, Guido Bertolaso, Berlusconi negou que a tragédia poderia ter sido prevista.

 

As autoridades italianas se dedicaram rapidamente a tentar resgatar o maior número possível de sobreviventes e em atender aos evacuados, entre eles, muitos idosos. Muitos dos que estão obrigados a ficar fora de suas residências estão considerando dormir em seus carros, já que as tendas de campanha distribuídas nos centros esportivos a céu aberto de Áquila não foram suficientes para atender a todos.

 

Além disso, a Cruz Vermelha italiana informou que começam a ficar escassos bens de primeira necessidade para os sobreviventes da cidade, mas a entidade afirma que tem sangue suficiente para realizar transfusões aos feridos.

 

MONUMENTOS

 

O terremoto também causou danos em monumentos e obras de arte da cidade e região. O Ministério da Cultura local decidiu nomear um funcionário para coordenar os trabalhos nas áreas afetadas. "Vamos reproduzir o modelo adotado em outras oportunidades, como no terremoto que causou graves danos à Basílica de Assis. Pretendemos preservar e reconstruir os bens culturais, além dos edifícios afetados", disse o subsecretário de Bens Culturais, Francesco Giro.

 

Segundo Giro, o secretário-geral de Bens Culturais, Giuseppe Proietti, deve coordenar estas operações. Fontes da Superintendência de Bens Arqueológicos de Roma confirmaram que o local conhecido como Termas de Caracalla, em Roma, sofreu danos em decorrência do terremoto.

 

Uma rachadura já existente foi agravada pelo incidente. No entanto, as mesmas fontes informaram que outros monumentos da capital, como o Coliseu e o monte Palatino não sofreram danos.

 

(Matéria atualizada às 21h30)

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