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Sobe para 207 o número de mortos em terremoto na Itália

Tremor de 6,3 graus na escala Richter transforma Áquila, nos Apeninos, em um imenso campo de refugiados

Agências internacionais,

07 de abril de 2009 | 08h32

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, anunciou nesta terça-feira, 7, que subiu para 207 o número de pessoas mortas no forte terremoto que atingiu a região central do país. Quinze pessoas continuam desaparecidas, segundo o chefe de governo italiano, e pelo menos 100 dos mais de mil feridos estão em estado grave. Durante entrevista coletiva em Áquila, Berlusconi afirmou que 150 pessoas foram retiradas com vida dos escombros, e que 17 dos mortos ainda não foram identificados.

 

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Dois fortes tremores, de 3,6 e 4,7 graus de magnitude na escala Richter, foram registrados nesta terça-feira na cidade de Áquila, na região do epicentro do terremoto de 6,3 na escala Richter que atingiu o centro da Itália na madrugada de segunda (hora local). Depois do primeiro tremor, que aconteceu por volta das 11h24 (6h24 de Brasília), com uma magnitude de 3,6 graus na escala Richter, ocorreu outro, dois minutos depois, de 4,7 graus, segundo fontes da Defesa Civil. Escombros e destroços caíram de edifícios já danificados, provocando pânico entre a população.

 

Os habitantes de Áquila se encontram em um verdadeiro estado de pânico e desespero diante da devastação da cidade e da possibilidade de um novo forte terremoto. Mais de 280 réplicas foram registradas pelos sismógrafos desde o primeiro terremoto. A defesa civil improvisou um acampamento nos arredores da cidade para atender os desabrigados. Voluntários estão distribuindo cobertores, comida e água, mas a ajuda não é suficiente para atender a todos que necessitam. Muita gente que teve que abandonar suas casas foi obrigada a dormir nos carros pois não havia tendas para todos. Durante a noite fez muito frio e a chuva persistente aumentou o desconforto.

 

As equipes de resgate, formadas por bombeiros e voluntários, trabalharam a noite toda, apesar do frio e da chuva forte. Pelo menos 5 mil pessoas trabalham na operação de resgate. "São possíveis outros tremores, por isso, há a mensagem à população para que não entre em suas casas", disse Berlusconi.

 

Segundo o premiê, as buscas por possíveis sobreviventes continuarão pelas próximas 48 horas, entre os quais se espera encontrar os quatro jovens desaparecidos em meio aos escombros da Casa do Estudante da capital. "Agradecemos aos países estrangeiros por sua solidariedade, mas convidamos a não enviar suas ajudas. Estamos em disposição de responder sozinhos às exigências, somos um povo valente e de bem-estar e agradeço, mas bastamos por nós mesmos", disse o primeiro-ministro, diante das demonstrações de solidariedade da comunidade internacional.

 

Muitos moradores da cidade continuaram as buscas por parentes e amigos. A maioria se concentrou no campo de atletismo da cidade para perguntar sobre o paradeiro de conhecidos, evitando perguntas dos jornalistas. Alguns dos desabrigados procuraram o hospital de campanha colocado perto do campo ou o centro de registro dos que ficaram sem casa, diante do qual há filas para verificar listas.

 

Fontes dos serviços de emergência disseram que ainda não houve a apuração definitiva dos desabrigados que dormiram nas tendas de campanha, nem se sabe quantas pessoas passaram a noite no carro. Também não se sabe quantas pessoas deixaram a cidade e foram para Pescara, a 100 quilômetros de Áquila, dormir nos hotéis do Adriático.

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