Sobe para 60 o número de mortos em incêndios na Grécia

Desde a última sexta-feira o país enfrenta incêndios; só neste domingo, foram 63

26 de agosto de 2007 | 18h15

Pelo menos 60 pessoas já morreram na Grécia em conseqüência dos incêndios florestais que assolam o país desde sexta-feira, sobretudo na região do Peloponeso, segundo um novo balanço do Centro Nacional de Gestão em Saúde da Grécia.  "São já 60 os mortos", disse Panos Eftasiu, diretor do órgão ao  canal privado "Antena". Ele disse que 58 cadáveres "estão no necrotério para serem identificados". Os feridos por queimaduras já são mais de 100, dos quais 25 estão em estado grave em diversos hospitais locais. Os números ainda não foram confirmados por outras autoridades, como o Centro de Gestão dos Bombeiros de Atenas. O porta-voz dos bombeiros, Nikos Diamantis, estimou antes o número de mortos em 57. Neste domingo, 26, foram encontrados os corpos de cinco jovens entre 18 a 30 anos em Mistro, na ilha da Eubéia, na Grécia Central, e de uma idosa na Península do Peloponeso. Outros dois jovens do mesmo grupo ainda estão desaparecidos. Os 51 mortos restantes são de três prefeituras do Peloponeso - Lacônia, Arcádia e Élida - afetadas pelas chamas desde sexta-feira. A Grécia enfrentou hoje 63 novos incêndios, somados aos 13 que já assolavam o país desde sexta. Diamantis declarou que 53 focos de incêndios já estão sob controle e que durante a noite as forças se concentrarão em limitar as chamas do resto dos focos. "Graças à batalha de trincheiras travada pelos bombeiros em 14 veículos" foi possível salvar a cidade histórica de Olímpia, disse.  Olímpica Um incêndio chegou a ameaçar o sítio arqueológico da Antiga Olímpia no Peloponeso e passou muito perto das relíquias arqueológicas de mais de 2.500 anos, além dos museus e da Academia Olímpica Internacional, lugar onde eram realizados os Jogos Olímpicos da Antiguidade. Informou que seis aviões-tanque e quatro helicópteros jogaram 2.180 toneladas de água para extinguir o fogo que se aproximou da Antiga Olímpia e queimou "alguns depósitos e casas nas redondezas". Diamantis revelou que desde junho foram presas 32 pessoas suspeitas de ter começado incêndios por distração ou de forma criminosa. O Governo grego ofereceu recompensas entre € 100.000 e € 1 milhão por qualquer informação que leve à prisão de piromaníacos. Por outro lado, Eftasiu declarou à televisão que foram instaladas barracas para os desabrigados no Peloponeso e alugados quartos em hotéis. Como medida de precaução para evitar epidemias, foram enviados dois grupos de controle de saúde à prefeitura da Élida e à ilha da Eubéia.

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