Sobe para 90 número de mortos por furacão Hanna no Haiti

Fenômeno deve chegar como furacão fraco nos EUA no sábado; Ike atravessa o Atlântico com força

Reuters,

04 de setembro de 2008 | 17h45

O violento furacão Ike atravessava o Atlântico nesta quinta-feira, 4, dirigindo-se para as Bahamas e para a costa leste dos Estados Unidos, enquanto aumentava para 90 o número de pessoas mortas em enchentes e deslizamentos de terra provocados pela tempestade tropical Hanna no Haiti. O fenômeno passou pelo leste do grande arquipélago de 700 ilhas que forma as Bahamas percorrendo um caminho que o levará à fronteira dos Estados norte-americanos da Carolina do Norte e da Carolina do Sul, no sábado, onde deve chegar como um furacão fraco.  Veja também:Furacão Ike chega à categoria 4; Hanna também ganha forçaBush diz que resposta dos EUA ao Gustav foi 'excelente' Foto: Efe O Ike não representa nenhuma ameaça imediata e ainda é cedo demais para dizer se ameaçaria as ilhas do Caribe, a Costa Leste dos EUA ou as áreas norte-americanas de extração de petróleo no Golfo do México.  O furacão perdeu um pouco de sua força na quinta-feira depois de expandir-se rapidamente em um período de poucas horas um dia antes, deixando de ser uma tempestade tropical para transformar-se em um furacão de categoria 4 na escala Saffir-Simpson (de cinco níveis).  A tempestade tropical Josephine também atravessava o Atlântico rumo a oeste, seguindo na esteira do Ike mas perdendo força. Esse grande número de fenômenos climáticos do tipo ocorre depois da destruição provocada pelo furacão Gustav no Caribe e na costa da Louisiana. O Gustav saiu do mar a oeste de Nova Orleans, poupando em grande parte a cidade devastada pelo furacão Katrina três anos atrás.  A seqüencia de tempestades comprova as previsões de que a temporada de furacões deste ano, que dura seis meses, será agitada, apesar de não ser provável que supere o recorde de 2005, quando foram registradas 28 tempestades tropicais, entre as quais o Katrina.  Mortos no Haiti A agência de proteção civil do Haiti disse que 37 das 90 mortes relacionadas com o Hanna haviam ocorrido na cidade portuária de Gonaives, onde as enchentes pareciam estar retrocedendo. O Gustav matou ao menos 75 pessoas nesse empobrecido país de 9 milhões de habitantes e cuja maior parte da população vive com menos de 2 dólares por dia.  Os moradores de Gonaives continuavam isolados no teto de suas casas dois dias depois da elevação do nível das águas, e o governo não soube informar o que aconteceu com as pessoas que estavam em hospitais e prisões.  O grupo de ajuda humanitária ActionAid disse que seria necessário intensificar os esforços de auxílio no país, atingido por distúrbios de rua em abril devido à disparada do preço dos alimentos.  "O país todo está debaixo das águas e o Hanna destruiu plantações em vários pontos", afirmou Raphael Yves Pierre, diretor da entidade no Haiti. O presidente haitiano, René Préval, descreveu a situação como "catastrófica", comparando-a com as enchentes provocadas em 2004 pela tempestade tropical Jeanne e que mataram mais de 3.000 pessoas na área de Gonaives. O Hanna perdeu um pouco de sua força na quinta-feira, mas ainda apresentava ventos de 105 quilômetros por hora. Segundo o Centro Nacional de Furacões, um órgão dos EUA, a tempestade se transformará em um furacão na sexta-feira.

Tudo o que sabemos sobre:
HannaGustavIkeEUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.