Sobrinho diz ter ajudado Karadzic a se manter anônimo

Dragan visitava o tio em seu apartamento e levava informações sobre a família

EFE

26 de julho de 2008 | 20h47

Dragan Karadzic, um sobrinho do suposto criminoso de guerra servo-bósnio Radovan Karadzic, afirma ter sido a única pessoa que o ajudou a se esconder da Justiça internacional, informou neste sábado, 26, a imprensa local. "Fui sua única rede de apoio", declarou ao jornal Vecernje novosti cinco dias após a detenção de Karadzic, que vivia com uma identidade falsa.  "Esta situação durou cinco ou seis anos. Era minha obrigação moral, minha dívida com a família. Não temo as conseqüências", acrescentou Dragan Karadzic, cujo tio é acusado de crimes de guerra e genocídio durante o conflito da Bósnia (1992-1995).  Ele disse que se comunicava com Radovan Karadzic por meio de mensagens de texto de celular e que o visitava em seu apartamento alugado na capital sérvia, do qual tinha uma chave."Eu levava alimentos, jornais e lhe passava informações sobre sua família. Claro, sabia que me perseguiam, mas estou orgulhoso. Atuei sempre com grande habilidade, nunca puderam me descobrir", disse.  As autoridades sérvias anunciaram que a lei será aplicada e que investigarão todos os que ofereciam ajuda aos foragidos acusados de crimes de guerra pelo Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII).

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