Sociais-democratas levam eleições parlamentares na Áustria

Resultado preliminar também aponta partidos de extrema-direita com mais votos do que na eleição de 2006

Agências internacionais,

28 de setembro de 2008 | 16h08

A ministra do Interior da Áustria, Maria Fekter, informou neste domingo, 28, que os resultados preliminares das eleições parlamentares apontam os sociais-democratas com a maioria de votos e que dois partidos de extrema-direita do país tiveram avanços significativos em relação a 2006.   Segundo os resultados, os social-democratas com 29,71% dos votos, seguidos pelo Partido do Povo, com 25,61%, disse a ministra. Em terceiro e quarto lugares ficaram os partidos de extrema-direita: o Partido pela Liberdade conseguiu 18,01% dos votos e a Aliança para o Futuro da Áustria obteve 10,98%, acrescentou Maria. O Fórum Liberal (LIF) e a lista Fritz, do político tirolês Fritz Dinkhauser, não conseguiram o mínimo de 4% para integrar o Parlamento.   Maria Fekter disse que ainda terão de ser incluídos à contagem os votos nulos e das pessoas que votaram em domicílio. A participação foi de 71,48% dos 6.332.921 eleitores convocados à urnas, 7% a menos que no pleito de outubro de 2006.     Partido  votos em 2008 votos em 2006 Partido social-democrata (SPÖ) 29,7% 35,4% Partido Popular Austríaco (ÖVP) 25,6% 34,33% Partido Liberal da Áustria (FPÖ) 18,01% 11,04% Aliança pelo Futuro da Áustria (BZÖ) 10,88% 4,11% Bloco Verde (DG)  9,79% 11,05%   Renovação   O líder do Partido Social-Democrata da Áustria (SPÖ), Werner Faymann, se mostrou inclinado após a vitória de sua legenda nas eleições legislativas, em renovar a coalizão de governo com o Partido Popular Austríaco (ÖVP). "Disse que, se o Partido Popular Austríaco mudar sua atitude, é possível fazer um trabalho muito bom", afirmou Faymann à televisão pública "ORF" em uma primeira reação, após saber os resultados parciais da votação.   Segundo esses dados, os social-democratas e os populares foram os dois partidos mais votados, apesar de terem registrado os piores resultados de suas histórias. O resultado foi um golpe do eleitorado pelo fracasso do governo conjunto, que foi rompido em julho, e Faymann reconheceu que o resultado de hoje revela que os social-democratas não conseguiram recuperar a confiança da população. "Farei tudo o que puder para que o SPÖ reconquiste a confiança. Sem confiança não é possível governar", disse.   Antes do pleito, Faymann, atual ministro da Infra-estrutura austríaco, disse claramente que sua opção favorita é uma nova aliança com o ÖVP "sem Molterer", ou seja, sem seu atual líder, o vice-chanceler e ministro das Finanças, Wilhelm Molterer, a quem acusou de prejudicar todas as negociações.   Caso não consiga um acordo com o ÖVP, Faymann não descartou a possibilidade de governar sozinho, e confirmou sua rejeição à formação de uma coalizão com o Partido Liberal da Áustria (FPÖ) do ultradireitista Heinz-Christian Strache, ou com a Aliança pelo Futuro da Áustria (BZÖ) do ultranacionalista Jörg Haider.   Estes dois partidos são os únicos que ganharam mais votos neste pleito em relação às últimas eleições. Molterer reconheceu a "dolorosa e dramática derrota" sofrida por seu partido, mas insistiu em que é um fracasso da política bipartidária dominante até agora no país.   Haider disse que seu partido não descarta nenhuma opção para formar Governo, e inclusive considera possível que ele próprio integre o poder em Viena, e encarregue a outro dirigente o Governo da região de Caríntia, onde hoje seu BZÖ conseguiu 38% dos votos. Após o "sucesso histórico" de seu partido, o FPÖ, Strache afirmou que a pretensão é ocupar a chefia do Governo, que o presidente da República oferece tradicionalmente ao partido mais votado, neste caso o SPÖ.  

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