Socialistas da Espanha avaliam eleição antecipada para novembro

O Partido Socialista, que governa a Espanha, estuda a possibilidade de antecipar as eleições gerais para capitalizar sobre os prováveis dados econômicos favoráveis ao longo do verão, segundo informações publicadas em jornais do país.

REUTERS

13 de junho de 2011 | 12h52

Embora o mês de março ainda seja visto como o momento mais provável para as próximas eleições gerais, nas quais a previsão ampla é que os socialistas sejam derrotados, os dois principais jornais do país, El País e El Mundo, dizem que está sendo discutida a possibilidade de antecipar as eleições para novembro.

Os dois jornais disseram que o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero analisa a possibilidade de promover eleições em um prazo mais curto, na medida em que se prevê que os números do desemprego melhorem ao longo do verão e que o governo prevê que outros dados indiquem a recuperação da economia.

O Partido Popular, da oposição de centro-direita, tem vantagem de cerca de 13 por cento sobre os socialistas em pesquisas de opinião, depois de obter vitórias por grandes margens nas eleições locais de 22 de maio, nas quais os eleitores puniram o governo pelas medidas de austeridade impostas para reduzir a dívida do país.

Contudo, existem argumentos em favor de se manter a data de março para a eleição geral, para dar tempo ao governo de concluir suas reformas e para a recuperação econômica deitar raízes mais fortes, segundo os jornais.

Zapatero já anunciou que não se candidatará na próxima eleição, abrindo o caminho para o vice-primeiro-ministro Alfredo Perez Rubalcaba tornar-se seu sucessor mais provável.

(Reportagem de Nigel Davies)

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