Soldados russos são "espinha dorsal" dos rebeldes da Ucrânia, diz Otan

As forças russas ainda estão operando no leste da Ucrânia e são a espinha dorsal dos rebeldes separatistas que combatem o governo de Kiev, disse o principal comandante militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) nesta quarta-feira depois de conversar com líderes ucranianos.

REUTERS

26 Novembro 2014 | 17h26

O general da Força Aérea dos Estados Unidos, Philip Breedlove, que visitou Kiev na condição de líder das forças de seu país na Europa, disse que a “militarização” russa da península da Crimeia, que a Rússia anexou da Ucrânia em março, significa que Moscou pode exercer influência sobre quase toda a região do mar Negro.

Breedlove se reuniu com o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, e outros da liderança pró-Ocidente para discutir maneiras de os EUA auxiliarem o potencial defensivo de Kiev no conflito com os rebeldes apoiados pela Rússia nos territórios do leste.

Indagado sobre uma avaliação da situação, Breedlove afirmou que os soldados russos no leste estão “treinando, equipando, fornecendo a espinha dorsal… ajudando as forças (separatistas) no local”.

A Rússia nega ter enviado tropas ou equipamento aos rebeldes, mas acusa Kiev de usar força indiscriminada contra civis em Donetsk e Luhansk, bastiões separatistas no leste ucraniano.

Breedlove declarou que as forças russas também estão ajudando os rebeldes a “entender o armamento avançado que está sendo levado”, referindo-se ao equipamento militar que Kiev e o Ocidente dizem estar sendo canalizado para Ucrânia a partir da Rússia.

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