Strauss-Kahn não deve tentar eleição na França, diz pesquisa

A maioria dos franceses acredita que o ex-chefe do FMI Dominique Strauss-Kahn não deveria se envolver com a eleição presidencial de 2012 após o seu retorno para a França depois do escândalo sexual nos Estados Unidos, apontou pesquisa divulgada neste domingo.

REUTERS

11 Setembro 2011 | 15h35

O veterano político socialista era visto como um claro favorito para desafiar o atual presidente Nicolas Sarkozy, de centro-direita, antes de ser preso em meados de maio acusado de tentativa de estupro de uma camareira de hotel --acusações que foram abandonas em agosto.

Segundo o levantamento da TNS Sofres, 63 por cento dos franceses acreditam que Strauss-Kahn deveria desistir da campanha para a eleição. O ex-chefe do Fundo Monetário Internacional ainda enfrenta uma acusação civil em Nova York, além de outra acusação de tentativa de estupro feita pela escritora francesa Tristane Banon, 30 anos mais jovem.

A opinião dos franceses sobre o partido socialista não parece ter sido afetada pelo escândalo, contudo. O mesmo levantamento aponta que 76 por cento dos entrevistados disseram que o caso não gerou impacto para a imagem do partido, que no próximo mês deve ter as primárias para definir o seu candidato oficial para a corrida de 2012.

(Reportagem de Patrick Vignal)

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