Strauss-Kahn pode participar de campanha eleitoral na França

O francês Dominique Strauss-Kahn, ex-diretor-geral do FMI que teve sua carreira política arrasada por causa de uma acusação de crime sexual nos EUA, deve participar da campanha do Partido Socialista à Presidência da França em 2012, disse nesta segunda-feira um aliado dele.

ELIZABETH PINEAU E CATHERINE BREMER, REUTERS

05 Setembro 2011 | 10h55

O parlamentar socialista Pierre Moscovici, que foi um dos maiores articuladores da frustrada candidatura de Strauss-Kahn à Presidência, agora é coordenador da campanha de François Hollande, novo favorito para obter a indicação do partido.

"Acho que ele vai", disse Moscovici à TV BFM quando questionado sobre a participação de Strauss-Kahn na campanha. "Trata-se de um homem que dedicou sua vida ao domínio público, cuja paixão é a política, que está comprometido com a esquerda", acrescentou. "Como ele poderia ficar de fora do confronto supremo agora que temos (o presidente e candidato à reeleição) Nicolas Sarkozy diante de nós e um imperativo categórico de derrotá-lo?"

Benoit Hamon, porta-voz do Partido Socialista, foi mais cauteloso, dizendo numa entrevista coletiva que a participação de Strauss-Kahn seria útil, mas não essencial.

Embora Strauss-Kahn tenha sido inocentado das acusações feitas por uma camareira de hotel em Nova York, as pesquisas indicam que a maioria dos franceses não quer que ele volte à política.

O ex-diretor do Fundo Monetário Internacional voltou à França no domingo, acompanhado da esposa, Anne Sinclair. Ele sorriu, mas se manteve em silêncio, ao atravessar o mar de câmeras que o aguardava no aeroporto Roissy Charles de Gaulle e na frente do seu apartamento, no centro de Paris.

Uma assessora disse que ele fará um pronunciamento dentro de duas semanas - o primeiro desde que foi detido devido às acusações e se viu obrigado a renunciar ao comando do FMI.

Strauss-Kahn não nega que tenha feito sexo com a camareira, mas diz que a relação foi consensual.

A plataforma mais provável para as primeiras declarações dele seria num programa de entrevistas pela TV, onde falaria sobre a situação da economia mundial. Mas talvez ele deixe essa aparição para depois de os promotores decidirem se ele será réu num outro processo em que uma escritora 30 anos mais jovem o acusa de estupro. A decisão deve ser anunciada nos próximos dias ou semanas.

Mais conteúdo sobre:
FRANCA DSK CAMPANHA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.