Strauss-Khan pode ser investigado num caso de estupro coletivo

Investigadores franceses que examinam as ligações do ex-diretor-geral do FMI Dominique Strauss-Kahn com uma suposta rede de prostituição, na cidade francesa de Lille, querem estender o inquérito para cobrir um suposto estupro coletivo do qual ele e três amigos teriam tomado parte, disseram promotores nesta sexta-feira.

REUTERS

04 Maio 2012 | 13h18

Strauss-Kahn está sob investigação formal sobre se ele estava ciente de que lidava com prostitutas e cafetões quando frequentou festas de sexo em Lille, Paris e Washington em 2010 e 2011, supostamente organizadas por colegas de negócios.

Os investigadores pediram aos promotores para ampliar o inquérito depois que uma prostituta disse a eles em seu depoimento que Strauss-Kahn e amigos a forçaram a ter relações sexuais em um grupo quando ela chegou a Washington para se encontrar com ele em dezembro de 2010.

A mulher não apresentou uma queixa formal.

“"A promotoria está estudando o pedido", disse uma porta-voz dos promotores. "“Existem duas opções possíveis: o pedido é recusado ou a polícia abre uma investigação preliminar."

O advogado de Strauss-Kahn, Henri Leclerc, se recusou a comentar a nova alegação. Em março, Leclerc prometeu contestar a investigação existente e disse que Strauss-Khan, ex-ministro das Finanças da França, estava sendo perseguido "por suas “maneiras libertinas".

No escândalo que acabou com a sua ambição de concorrer à Presidência francesa, Strauss-Kahn foi preso em Nova York em maio passado sob a acusação de tentar estuprar uma camareira. O caso foi posteriormente arquivado por causa da falta de credibilidade da camareira, Nafissatou Diallo.

Ele deixou seu posto como chefe do Fundo Monetário Internacional enquanto estava brevemente detido na prisão de Rikers Island, em Nova York.

Depois que as acusações criminais foram retiradas, Nafissatou prosseguiu com um processo civil. Um juiz de Nova York esta semana rejeitou a alegação de Strauss-Kahn de imunidade diplomática, o que significa que o caso pode seguir em frente.

(Reportagem de Pierre Savary e Thierry Lévêque)

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