Submarino finca bandeira russa no leito do Pólo Norte

Expedição quer reivindicar 1 milhão de km² e possíveis reservas submarinas de petróleo e gás para a Rússia

Agências internacionais,

02 de agosto de 2007 | 09h42

A Rússia reivindicou simbolicamente para si parte do Oceano Ártico, nesta quinta-feira, 2, depois que um submarino mergulhou exatamente sob a calota do Pólo Norte para fincar a bandeira do país no leito marinho.A bandeira de titânio inoxidável foi colocada 4.261 metros abaixo da superfície congelada do Ártico, segundo informação transmitida de um barco de apoio à agência Itar-Tass por Vladimir Strugatsky, vice-presidente da associação russa de exploração polar.A viagem do submarino batizado de Mir-I é parte de uma missão que tem o objetivo de comprovar que uma cadeia de montanhas submarinas de 2 mil quilômetros representa uma extensão do território russo. Caso essa tese possa ser comprovada, os russos poderiam reivindicar a região como parte de seu território, segundo as diretrizes da ONU. A área é promissora para pesquisas, e, de acordo com estimativas, pode contar cerca de 10 bilhões de toneladas de petróleo e gás.Pela lei internacional, os cinco países com terras dentro do Círculo Polar Ártico (Canadá, Noruega, Rússia, Estados Unidos e Dinamarca - pela Groenlândia) têm direito a uma zona econômica de 320 km medida a partir do litoral norte desses lugares.Mas a Rússia reivindica uma fatia maior, até o Pólo, já que, segundo Moscou, o leito do oceano Ártico e a Sibéria são ligados por uma única plataforma continental.Um dos objetivos da expedição é permitir que os oceanógrafos estudem o leito marinho e certifiquem que a Rússia e o Pólo Norte fazem parte da mesma plataforma."Foi um pouso suave. Há um cascalho amarelado aqui em baixo. Nenhuma criatura das profundezas é visível", disse o líder da expedição, Artur Chilingarov, à Tass.Submarinos nucleares soviéticos e norte-americanos sempre vagaram sob a calota polar, mas até agora nenhum deles tinha atingido o leito marinho no Pólo, onde as profundidades ultrapassam os 4.000 metros.

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