Suíça aprova mais impostos para estrangeiros ricos

A Suíça vai manter condições tributárias especiais para estrangeiros ricos no país, o que inclui celebridades da música e dos esportes, mas vai aumentar a cobrança de impostos, conforme decisão parlamentar aprovada na noite de quarta-feira.

EMMA THOMASSON, Reuters

13 de setembro de 2012 | 11h12

Os social-democratas, de centro-esquerda, queriam eliminar esses benefícios, mas acabaram cedendo a um plano governamental que eleva a carga tributária sem eliminar totalmente o sistema.

"Com essa reforma, queremos melhorar e fortalecer a aceitação do imposto de alíquota única", disse ao Parlamento a ministra das Finanças, Eveline Widmer-Schlumpf, acrescentando que 80 por cento dos envolvidos passarão a pagar mais impostos.

Mais de 5 mil estrangeiros ricos já se instalaram na Suíça, atraídos em parte pelos benefícios tributários -- a cobrança de impostos com base no valor dos aluguéis dos imóveis, e não no total da renda ou do patrimônio. Essas pessoas são proibidas de trabalharem no país.

Entre os beneficiários estão personalidades como o piloto de Fórmula 1 Michael Schumacher, os cantores Phil Collins e Tina Turner e o empresário sueco Ingvar Kamprad, dono da rede de lojas de móveis Ikea, que se mudou para a Suíça em 1976.

Referendos realizados nos últimos anos eliminaram os benefícios para os ricos nos cantões de Zurique, Schaffhausen e Appenzell, e o sistema enfrenta uma crescente oposição da opinião pública.

No próximo dia 23, a questão será tema de um referendo no cantão de Berna, onde fica a localidade alpina de Gstaad, frequentada por ricos e famosos do mundo todo.

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