Suposto agente do Mossad detido na Polônia pode ser solto

Depois de deportado para a Alemanha, agente seria acusado apenas de falsificação de documentos

Efe

10 de julho de 2010 | 12h14

BERLIM - O suposto agente do Mossad, o serviço secreto israelense, detido na Polônia e implicado no assassinato do dirigente do Hamas Mahmoud al Mabhuh em Dubai pode ser libertado após sua extradição para a Alemanha e o pagamento de uma multa, diz a revista alemã "Der Spiegel".

 

Segundo a publicação, o Governo alemão vê como "problemática" a entrega desse suposto colaborador do Mossad, que só poderá ser acusado de falsificação de documentos, e não por atividades para a espionagem israelense.

 

O agente, identificado como Uri Brodsky, foi detido em 4 de junho no aeroporto de Varsóvia a pedido da Justiça alemã e tudo aponta para sua extradição, já que a Justiça polonesa cedeu à solicitação.

 

No entanto, de acordo com a "Der Spiegel", a resolução da Justiça polonesa só alude à acusação de falsificação de documentos.

 

Formalmente, as autoridades alemãs não envolvem o detido na morte de Mabhuh, mas ele tinha contra si ordens de detenção por supostas atividades na Alemanha para o Mossad e por ter ajudado outro agente israelense na solicitação de um passaporte alemão.

 

Com esse passaporte, feito em nome de Michael Bodenheimer - identidade que corresponde a um rabino ortodoxo -, um dos assassinos de Mabhuh teria entrado e saído de Dubai.

 

O dirigente do Hamas foi assassinado por um comando do Mossad formado por mais de 20 pessoas no dia 19 de janeiro em Dubai.

 

As câmeras de vídeo captaram então as imagens de alguns membros do comando, o que contribuiu para sua identificação.

 

O caso gerou condenações da União Europeia (UE) pelo uso de passaportes e cartões de crédito de países europeus - Reino Unido, Irlanda, França e Alemanha.

 

A detenção de Brodsky foi a primeira relacionada ao assassinato de Mabhuh divulgada até agora.

 

Ao saber da prisão do suspeito, o Governo de Israel, que nega envolvimento no assassinato, tentou impedir a extradição para a Alemanha.

 

Segundo a "Der Spiegel", entretanto, Israel decidiu agora não intervir contra sua entrega à Alemanha.

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