Suspeito de atentados no Reino Unido tenta recuperar visto

Relação com familiares basta para suspender licença de trabalho de médico indiano na Austrália

Efe,

08 de agosto de 2007 | 08h33

Os advogados do médico indiano Mohammed Haneef recorreram nesta quarta-feira, 8, contra a suspensão de seu visto de trabalho. Ele foi detido na Austrália por suspeita de relação com os atentados fracassados de junho no Reino Unido e posteriormente libertado por falta de provas. O ministro de Imigração, Kevin Andrews, cancelou o visto de Mohammed Haneef no mesmo dia em que o tribunal de Brisbane concedeu a sua liberdade, após quase duas semanas de detenção. Segundo Andrews, a relação de Haneef com seus primos Kafeel Ahmed e Sabeel Ahmed, supostos participantes dos ataques frustrados em Londres e Glasgow, bastou para suspender a sua licença de trabalho na Austrália. Mas o advogado do médico, Darryl Rangiah, questionou a decisão na Corte Suprema do estado de Queensland. Haneef, de 27 anos, ficou detido durante 12 dias, conforme a lei antiterrorista australiana. Ele foi acusado de "apoio imprudente a uma organização terrorista" por seu parentesco com os supostos atacantes. Os promotores tinham baseado as acusações num cartão telefônico no nome de Haneef, que teria sido encontrado no carro utilizado na tentativa de atentado em Glasgow. Mas depois descobriram que a informação era falsa. Haneef foi finalmente liberado em 27 de julho e partiu imediatamente para a Índia, onde se reuniu com a sua família.

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