Suspeito desconhecia plano de ataque a consulado dos EUA

Motorista do veículo em que atiradores estavam afirma que foi contratado para dirigir, diz imprensa turca

Agência Estado e Associates Press,

11 de julho de 2008 | 11h27

Um suspeito de envolvimento no ataque ao consulado dos Estados Unidos em Istambul disse que foi apenas contratado como motorista e não sabia nada sobre planos de um atentado contra a representação diplomática. A informação sobre o homem, detido na quinta-feira pela polícia local, foi publicada nesta sexta-feira, 11, pela imprensa turca.  Veja também:  Turquia prende atirador suspeito de atacar Consulado dos EUA Trata-se do quarto suspeito detido por suposto envolvimento no ataque da quarta-feira nas proximidades do consulado americano. Segundo a mídia turca, um dos presos fazia contatos freqüentes com os autores da investida. Os Estados Unidos e funcionários turcos qualificaram a operação como um ataque terrorista. A Turquia imediatamente reforçou a segurança em todas as missões diplomáticas dos EUA no país. A polícia suspeita que os agressores tenham vínculos com a rede extremista Al-Qaeda, mas não encontrou provas dessa ligação. O jornal Milliyet informou que o acusado de conduzir o carro usado pelo grupo disse que levou os homens para o local após ter sido contratado. Porém, ele garantiu não saber sobre qualquer intenção de ataque. Outro jornal turco, Hurriyet, afirmou que o homem relatou que fugiu por temer pela própria vida. Após a polícia realizar uma grande operação para prendê-lo, a família o convenceu a se entregar, segundo o Milliyet. Nenhum dos jornais divulgou suas fontes, mas a polícia turca geralmente vaza informações através da imprensa. Os investigadores também suspeitam de possíveis vínculos dos agressores com a Al-Qaeda no Afeganistão. Um dos homens mortos no confronto, Erkan Kargin, suposto líder do grupo, havia viajado ao território afegão, segundo um funcionário do governo que falou sob condição de anonimato. Dezenas de militantes islâmicos da Turquia realizaram treinamento em campos da Al-Qaeda no Afeganistão.  No total, a polícia deteve dez pessoas para interrogatório, segundo o governador da província de Istambul, Muammer Guler. Para ele, o que houve aparentemente foi um "ataque suicida", pois três dos agressores foram mortos. Três policiais também morreram no confronto.

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