Suspeito nazista morre antes de ir a julgamento, diz corte alemã

Um dos nazistas mais procurados do mundo faleceu aos 89 anos, antes que pudesse ser levado a julgamento sob a acusação de ter ajudado a matar 430 mil judeus no Holocausto, informou um tribunal alemão nesta segunda-feira.

REUTERS

22 de novembro de 2010 | 15h30

Samuel Kunz foi acusado em julho de auxiliar no assassinato de judeus no campo de extermínio de Belzec, perto da cidade polonesa de Lublin, entre 1942 e 1943. Ele faleceu em 18 de novembro em Bonn, na Alemanha.

Kunz, que também era acusado de ter matado a tiros dez judeus, era o número 3 na lista do Centro Simon Wiesenthal dos criminosos de guerra nazistas mais procurados. Os dois primeiros são Sandor Kepiro, da Hungria, e Milivoj Asner, da Áustria.

O caso de Kunz veio à tona durante investigações sobre o ucraniano John Demjanjuk, que foi julgado em Munique no ano passado, acusado de ajudar a matar 27.900 judeus.

Como Demjanjuk, Kunz nasceu em uma região que passou a fazer parte da União Soviética e serviu no Exército soviético, tornando-se um guarda no campo de extermínio depois de ter sido capturado pelos alemães, disseram os promotores.

(Reportagem de Erik Kirschbaum)

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