Suspeito por morte de Litvinenko concorre ao Parlamento russo

Andrei Lugovoi deve ser o número dois na chapa do Partido Liberal Democrático nas eleições de dezembro

Associated Press, EFE

16 de setembro de 2007 | 06h45

O único suspeito pela morte por envenenamento de Alexander Litvinenko, um opositor do Kremlin, foi nomeado para disputar uma vaga ao Parlamento por um partido ultranacionalista, segundo a agência de notícias local Interfax.   O ex-agente da KGB Andrei Lugovoi, que se encontrou com Litvinenko num bar de hotel em Londres em 1 de novembro de 2006, horas antes deste cair doente, disse à televisão estatal Russia Today que não tinha planos de entrar para a política, mas que mudou de idéia por causa das acusações britânicas contra ele.   Lugovoi, executivo de Moscou que dirige uma agência de segurança privada, disse que ele será o número dois na chapa do Partido Liberal  Democrático, de Vladimir Zhirinovsky, nas eleições parlamentares de dezembro. O líder do Partido Liberal Democrático, Vladimir Zhirinovsky, confirmou que Andrei Lugovoi será na chapa do partido para as eleições de dezembro, informou a Interfax.   Zhirinovsky, político que costuma obedecer as ordens do Kremlin, classificou as acusações britânicas contra Lugovoi como "uma tentativa de orquestrar provocações contra nossos cidadãos", segundo a Interfax. Lugovoi, após confirmar sua intenção de disputar as eleições parlamentares pelo partido de Zhirinovsky, disse que dará mais informações depois do congresso do partido nesta segunda-feira.   Litvinenko, ex-funcionário da KGB asilado no Reino Unido, morreu em 23 de novembro num hospital de Londres, após ingerir um elemento radiativo. Em comunicado elaborado em seu leito de morte, ele acusou o presidente russo Vladimir Putin de estar por trás de seu assassinato - acusação que o Kremlin rejeita.   O Reino Unido solicitou a extradição de Lugovoi, pedido que foi negado pela Procuradoria Geral da Rússia sob o argumento de que a Constituição não permite a entrega de cidadãos russos a outros países. Lugovoi, que alega inocência, denunciou que as acusações contra ele são uma montagem do governo e dos serviços secretos britânicos.   "Não há provas. Tudo o que a Procuradoria Real britânica diz é uma mentira idealizada conjuntamente pelo governo do Reino Unido e seus serviços secretos", disse no fim de agosto.

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