Suspeitos associados às Brigadas Vermelhas pedem por 'revolução'

Supostos integrantes de um grupo ligado à organização de extrema esquerda Brigadas Vermelhas defenderam a revolução armada em uma corte italiana nesta terça-feira, aumentando a preocupação com a violência política no país depois que um executivo foi baleado por um grupo anarquista na semana passada.

REUTERS

15 Maio 2012 | 16h26

"Esse é o momento certo, vida longa à revolução", disse Alfredo Davanzo, um dos supostos integrantes das Novas Brigadas Vermelhas, ramo do grupo violento que aterrorizou a Itália nos anos 1970, no início de uma audiência em Milão.

Nem Davanzo nem os outros 11 réus do julgamento estão associados ao ataque da semana passada contra Roberto Adinolfi, presidente-executivo da empresa de engenharia nuclear Ansaldo Nucleare, baleado na perna por dois homens mascarados que estavam de moto.

A principal agência de recolhimento de impostos da Itália, a Equitalia, também foi alvo de cartas-bomba nas últimas semanas.

"Não temos de justificar nada nem nos defendermos de nada, é uma questão política", disse Vincenzo Sisi, um dos réus ao lado de Davanzo, em uma declaração à corte.

"Mas olhando a catástrofe do capitalismo, não há outra saída além da luta armada."

A organização original das Brigadas Vermelhas foi derrotada no começo dos anos 1980, mas uma nova geração, reivindicando a herança do movimento e apelidada de Novas Brigadas Vermelhas, surgiu nos anos 1990, embora sem nada que gerasse o impacto de seus precursores.

(Reportagem de Manuela D'Alessandro)

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