Suspeitos de terrorismo trabalhavam na saúde britânica

Segundo a BBC, os oito presos são médicos, estudantes ou funcionários de hospitais

Agências internacionais, Agencia Estado

03 Julho 2007 | 15h41

Todos os oito presos até o momento em conexão com as tentativas de atentado terrorista no Reino Unido tem alguma ligação com o Serviço Nacional de Saúde do país, informou a BBC nesta terça-feira, 3. De acordo com a rede pública britânica, sete dos presos seriam médicos ou estudantes de medicina, enquanto o oitavo trabalhou como técnico de laboratório. Horas depois de o oitavo suspeito de conexão com o plano terrorista ter sido preso em um aeroporto da Austrália, outras duas pessoas foram presas sob a Lei Terrorista no norte da Inglaterra. Ainda não está claro se as novas detenções estão ligadas às tentativas de ataque em Londres e Glasgow. O homem preso na Austrália é o indiano Muhammad Haneef, de 27 anos. Ele foi detido na noite de segunda-feira no aeroporto internacional de Brisbane, de onde tentava embarcar para a Índia. De acordo com a imprensa britânica, Haneef trabalhou em um hospital em que outros suspeitos de terrorismo prestaram serviços. Segundo o primeiro-ministro australiano John Howard, um outro médico está sendo interrogado na Austrália. Além de Haneef, ao menos outros três detidos são estrangeiros - mais especificamente dois jordanianos e um iraquiano. De acordo com um porta-voz do Halton Hospital, Haneef trabalhou no centro médico próximo a Liverpool como um médico temporário em 2005. O porta-voz também confirmou que um homem de 26 anos preso em Liverpool na noite de sábado - e que também seria indiano - era residente no hospital. Já segundo a polícia de Glasgow, um homem de 25 anos e outro de 28 presos no domingo trabalhavam como residentes no Royal Alexandra Hospital, mesmo centro médico em que o iraquiano Bilal Abdulla trabalhava. Abdulla foi preso na tarde de sábado depois de invadir o terminal do aeroporto de Glasgow em um jipe Cherokee em chamas. O homem que o acompanhou na ação, que teve o corpo queimando, está internado em estado grave no mesmo Royal Alexandra Hospital. Os outros dois suspeitos presos são o médico jordaniano Mohammed Asha e sua esposa. Mohammed, que tem 26 anos, fazia pós-graduação em neurocirurgia e trabalhava em um hospital no centro da Inglaterra. Segundo a BBC, sua esposa, Marwah Dana Asha, de 27 anos, era técnica de laboratório também em um hospital inglês. Segurança reforçada Em meio a um alerta de segurança de nível "crítico", diversos aeroportos e estações de trem britânicos tiveram a vigilância reforçada nesta terça-feira. O terminal quatro do aeroporto de Heathrow, em Londres, chegou a ser esvaziado pela polícia depois que um pacote suspeito foi encontrado. Em Glasgow, um time de especialistas em bombas da polícia realizou a explosão controlada de um carro estacionado em frente a uma mesquita. Este já é o terceiro carro suspeito localizado na cidade desde sábado, quando dois terroristas invadiram o termina do aeroporto da cidade em um jipe Cherokee em chamas. Segundo a polícia de Glasgow, a explosão foi uma medida de precaução, e não há qualquer indicação de que a direção da mesquita tenha ligação com o ataque em Glasgow ou com os carros-bomba descobertos na sexta-feira em Londres. A corporação havia recebido informações sobre a presença do automóvel suspeito em frente à mesquita. A polícia britânica também realizou a explosão controlada de um pacote suspeito próximo à estação de metrô Hammersmith, na região oeste de Londres. O pacote não continha explosivos, informou a polícia mais tarde.

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