Taxa de infecção por E. coli alemão diminui

A taxa de infecção pelo E.coli na Alemanha está desacelerando, afirmaram autoridades, acrescentando que não há nenhuma prova conclusiva sobre as suspeitas de que brotos de feijão orgânicos seriam os responsáveis pelo surto que matou 23 pessoas.

BRIAN ROHAN, REUTERS

07 de junho de 2011 | 16h19

Os agricultores da Europa viram suas vendas despencarem depois que se atribuiu inicialmente a responsabilidade pelo surto às saladas. A União Europeia estava reunida para aprovar um pacote de ajuda aos fazendeiros, que deveria ultrapassar os 150 milhões de euros (291,1 milhões de dólares).

Na cidade portuária de Hamburgo, no norte da Alemanha, centro do surto que deixou mais de 2.400 pessoas de 12 países doentes, as autoridades afirmaram que uma pista -- um pacote de broto de feijão no freezer de um homem infectado -- não testou positivo para a bactéria E. coli.

A secretária da Saúde do Estado de Hamburgo, Cornelia Pruefer-Storcks, afirmou que as clínicas que estão lidando com o surto "nos contam que a situação está melhorando gradualmente".

"Estamos observando os primeiros pacientes recebendo alta, outros estão melhorando bastante, então os primeiros sinais de esperança estão no horizonte."

Ela também disse numa entrevista coletiva, porém, que todos os resultados de testes até agora nos brotos de feijão, que os alemães gostam de comer com salada, até o momento foram inconclusivos.

"Nós reforçamos nossos testes nos brotos de feijão e até agora eles foram inconclusivos", disse ela. "Isso se aplica também para o pacote de brotos encontrado na geladeira."

O ministro da Saúde alemão disse que havia razão para estar cautelosamente otimista, mas era muito cedo para dar um sinal de tudo bem.

"Há alguns argumentos que sugerem que o pior ficou para trás", declarou Daniel Bahr a jornalistas.

As autoridades de saúde esperavam que os testes dos brotos de feijão ajudassem a pôr fim ao esforço para lidar com o que parece ser o mais letal surto de E. coli já visto, com um terço dos pacientes desenvolvendo uma complicação grave chamada síndrome hemolítica-urêmica (HUS na sigla em inglês), afetando o sangue, os rins e o sistema nervoso.

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