Taxa de migração britânica sobe porque menos gente deixa o país

A taxa de migração líquida na Grã-Bretanha aumentou em 20 por cento em 2009, mas o aumento se deu principalmente por uma queda no número de cidadãos britânicos que se mudaram para o exterior, disse nesta quinta-feira o Ministério do Interior.

REUTERS

26 de agosto de 2010 | 15h20

O novo governo de coalizão, que assumiu o poder em maio, pretende tomar uma série de medidas para reduzir o número de trabalhadores estrangeiros que chega ao país, argumentando que os índices de migração foram muito altos durante o governo trabalhista anterior.

Em um relatório anual, o ministério indicou que a taxa de migração líquida passou de 163 mil em 2008 para 196 mil em 2009.

Detalhes mostram que, na realidade, a taxa de imigração a longo prazo registrou uma queda de 23 mil pessoas por ano, enquanto a taxa de emigração de cidadãos britânicos diminuiu a uma velocidade maior, provocando uma alta na taxa líquida.

Nas semanas anteriores às eleições de maio, o atual primeiro-ministro David Cameron adotou uma posição dura em relação à imigração e prometeu reduzir a taxa anual de migração líquida para 'dezenas de milhares'.

Essa decisão foi bem-recebida pelos eleitores, mas desatou críticas de grupos empresariais, que acreditam que um limite rígido possa prejudicar a recuperação econômica ao tornar difícil que empresas contratem a mão-de-obra de que precisam.

Os liberais-democratas, parceiros minoritários da coalizão do governo, também atacaram as propostas de Cameron antes das eleições, mas logo aceitaram apoiar a medida como parte de um acordo.

Em julho, a Grã-Bretanha estabeleceu um limite temporário ao número de imigrantes capacitados não pertencentes à União Europeia, antes de um limite permanente que será implementado em abril do próximo ano.

O governo se opõe especificamente à imigração de fora da UE porque representa a maior proporção dos que mudam para o país por questões econômicas

A ministra do Interior, Theresa May, disse que a migração líquida foi negativa durante a década de 1970 e início da década de 1980 e se manteve relativamente equilibrada até a década de 1990, mas cresceu significativamente depois que os trabalhistas assumiram o poder em 1997.

No relatório, o ministério também indicou que o número de vistos emitidos a estudantes cresceu cerca de 35 por cento, passando a 362.015 no ano encerrado em junho.

O número de pessoas que obtiveram a cidadania subiu em 13 por cento, para 197,955 no ano encerrado em junho de 2010, relativo ao ano anterior.

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